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Formando por várias nascentes, o Rio Coxipó é um dos responsáveis pela construção de Cuiabá

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Por Elias Neto, TV Centro América

04/04/2019 21h38  Atualizado há 12 horas


 
Rio Coxipó atravessa a cidade e abastece mais de 50 mil pessoas em Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCARio Coxipó atravessa a cidade e abastece mais de 50 mil pessoas em Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCA

Rio Coxipó atravessa a cidade e abastece mais de 50 mil pessoas em Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCA

O Rio Coxipó nasce nos arredores dos paredões da Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. Várias nascentes que contribuem para a formação do rio.

Com a junção das nascentes, o rio vai ganhando volume e ultrapassa as características típicas da região de Cerrado, até despencar de um paredão de mais de 80 metros, para formar um dos mais famosos cartões-postais do estado: a cachoeira Véu de Noiva.

De acordo com a chefe do parque nacional, Cintya Frasão, o Véu de Noiva, principal ponto turístico formado pelo Rio Coxipó, recebeu, no ano passado, cerca de 180 mil visitantes. A maior parte dos turistas moram em Mato Grosso, entretanto, o fluxo de pessoas vindas de outros estados é bem grande.

Ao longo do curso, o Rio Coxipó recebe água de outros rios e, por onde passa, ganha um sobrenome diferente, de acordo com a história de cada localidade que corta.

A comunidade Coxipó do Ouro, por exemplo, ganhou este nome por causa dos bandeirantes que subiam às águas em busca de índios para serem escravizados. Os índios reagiram e os bandeirantes desistiram da ideia de capturá-los, assim, permaneceram no lugar porque acharam ouro às margens do rio.

O vilarejo ainda guarda lembranças do período colonial, como o local onde foi celebrada a primeira missa.

Para a professora e pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cássia Abdala, o Rio Coxipó é de suma importância para a população, porém vem sofrendo do impacto da urbanização.

‘’De certa forma agravou no desmatamento das margens do rio perdendo a mata ciliar e um dos grandes problemas é o lançamento de lixo doméstico e a falta de uma estrutura adequada para o esgotamento sanitário’’, afirmou.

 
Passarela que dá acesso à região do Coxipó, em Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCAPassarela que dá acesso à região do Coxipó, em Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCA

Passarela que dá acesso à região do Coxipó, em Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCA

Na capital, o rio abastece mais de 50 mil pessoas, por meio da captação de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) do bairro Tijucal.

O rio também é fonte de pesquisa para instituições educacionais, tornando-se um laboratório a ‘céu aberto'.

"Aqui os alunos aprender a medir a vazão líquida e a qualidade da água", comentou o professor Pedro Rocha, do curso de Hidrologia da UFMT.

O Rio Coxipó tem um símbolo emblemático: a ponte de ferro. Lugar que, no passado, funcionava como a principal via de escoamento das riquezas naturais do estado. Atualmente é uma passarela para pedestres.

Em 1995 uma tromba d'água levou a velha ponte. Por causa da demora para reconstrução, foi feito outra de concreto. A ponte foi caminho de tropeiros, bois e boiadas, também lugar para grandes romances.

Por conta do rio e da ponte de ferro, originou-se o nome de uma das maiores regiões de Cuiabá, o Distrito de Coxipó do Ouro.

Anibal Pinheiro, ex-procurador do estado, morou próximo ao rio e contou que sente saudades da época de praias, quando ele pescava piraputangas e pacu.

"As praias eram lindas, eu guardo como doce lembrança", declarou ele.

Para a professora Cássia, uma boa homenagem aos 300 anos de Cuiabá, seria o resgate do Rio Coxipó e a conscientização das pessoas para a preservação de um rio que não pode acabar.

 
Rio deságua no Rio Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCARio deságua no Rio Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCA

Rio deságua no Rio Cuiabá — Foto: Reprodução/TVCA