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UFMT abre processo contra 11 alunos, que podem ser expulsos

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Coordenador do DCE diz que o evento era uma “pauta política” e acusa excessos de seguranças
Mídia News/Reprodução
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O coordenador do DCE, Vinicius Santos Fernandes, acusa a coordenação de segurança da UFMT de abuso
KARINA CABRAL
DA REDAÇÃO
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu um processo disciplinar contra 11 alunos que organizaram uma festa, chamada Clandestina, dentro do campus Cuiabá, em fevereiro. Os alunos foram notificados na última segunda-feira (29).

Todos os notificados são membros do DCE (Diretório Central de Estudantes) da UFMT.

Nesse tipo de processo, os alunos podem levar uma advertência, suspensão ou até serem expulsos, dependendo da gravidade do caso.

Por meio de nota, a universidade afirmou que não irá comentar o teor do processo por ser sigiloso (leia mais abaixo).

Entretanto, segundo Vinicius Santos Fernandes, de 24 anos, que é coordenador do DCE e estudante de comunicação social, os organizadores da festa são acusados promoverem depredação, uso de bebidas alcoólicas, entorpecentes, atos libidinosos e permissão de menores no local.

Ele disse que os alunos já esperavam pelo processo devido aos conflitos que aconteceram no dia da festa, que ocorreu em 24 de fevereiro de 2017. Mas que ficaram surpresos com o conteúdo do processo. Ele disse considerar as acusações graves e de perseguição.

Em um publicação em sua página no Facebook, o estudante acusou de abuso a ação de seguranças da universidade no dia da festa.
Reprodução
Posto Brasilino
Nota de repúdio postada pelo estudante

“A coordenação de segurança, a mando do então reitor em exercício [Evandro Aparecido], fez de tudo para impedir que organizássemos. Tentou de maneira, extremamente, abusiva impedir a entrada das pessoas na UFMT, ordenando aos seguranças patrimoniais que revistassem as mochilas das pessoas (o que não é sua função) e tantas outras atrocidades”, disse na publicação.

Ao defender a festa, Vinícius afirmou que se tratava de uma "luta política" do movimento estudantil.

“A atividade foi por conta da pauta política em relação à regulamentação das festas. E os casos de depredação, caso consigam provar isso no processo, é por conta deles usarem todo o aparato para proibir pessoas de entrarem na universidade”, disse.

Os alunos, segundo o coordenador do DCE, estão recebendo apoio jurídico da Adufmat (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso), do Sintuf (Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da UFMT) e da Une (União Nacional dos Estudantes).

O coordenador do DCE disse haver um processo para regulamentar as festas dentro da UFMT desde 2014, porém, segundo ele, estava engavetado pela Universidade.

“Antes desse processo chegar ontem, estávamos a um passo de construir o diálogo na universidade para efetivar a resolução da festa. Nós tínhamos a perspectiva de que em dois ou três meses regulamentaria. Aí acontece uma coisa dessas e a gente fica extremamente desnorteado”, disse.

“É um prejuízo material e emocional. Estamos extremamente abalados com o processo. Abalados, mas com a cabeça firme, com consciência do que a gente está fazendo e com a razão de que se não pautarmos a universidade, iam se silenciar em relação ao fim das festas", completou.

O outro lado

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) informou através de nota que instaurou um Processo Disciplinar Discente (PDD), de acordo com resolução do Conselho Universitário (Consuni), e que o Processo Disciplinar Discente é sigiloso, medida que tem como objetivo preservar as partes, e garantido todo o direito de defesa e do contraditório.

A Universidade disse ainda que como uma instituição autônoma, pública, gratuita e inclusiva, reafirma o compromisso com a democrática, diálogo e pluralidade.

Confira a nota na íntegra:

"A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) instaurou Processo Disciplinar Discente (PDD), de acordo com resolução do Conselho Universitário (Consuni). O Processo Disciplinar Discente é sigiloso, medida que tem como objetivo preservar as partes, e garantido todo o direito de defesa e do contraditório. Como uma instituição autônoma, pública, gratuita e inclusiva, a UFMT reafirma o compromisso com a democrática, diálogo e pluralidade."