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Filho de Silval era o segundo na liderança no esquema de propinas

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Fonte: UnicaNews

Investigações apontam o filho do ex-governador Silval Barbosa, Rodrigo Barbosa, como “longa manus” [quem executa ordens], na arrecadação de propina e lavagem de dinheiro ocorridos dentro da antiga Secretaria de Administração (SAD). Ele era o segundo na liderança do esquema.

Ainda que Rodrigo não ocupasse nenhum cargo ou função na Administração Pública do Estado, as alegações finais do Ministério Público Estadual (MPE), feitas pela promotora de Justiça, Ana Cristina Bardusco, apontam o suspeito como o executor das ordens dos crimes investigados pela segunda fase da Operação Sodoma. Deflagrada no início de março de 2016.

De acordo com as investigações, o suspeito era o porta voz do pai e distribuía afazeres aos comparsas. Ele participava do grupo liderado por Silval desde sua formação, no início do ano de 2011.

“Esta conduta ostensiva só ocorria no próprio ambiente da organização criminosa, ou seja, só a exteriorizava para os seus cúmplices, agindo sempre às espreitas perante terceiros”, afirmou Pedro Nadaf em depoimento.

Os depoimentos Cézar Zílio e Pedro Nadaf, também apontam que Rodrigo estaria presente com frequência no gabinete de seu pai, durante o mandato. Segundo os ex-secretários, na maior parte das visitas, o suspeito, estava acompanhado por Pedro Elias Domingos de Mello, assessor especial do governo e também integrante do Grupo Criminoso.

A Operação investiga o pagamento de R$ 13,5 milhões, a empresa Matrix Sat Rastreamento, por um terreno de mais de 10 mil metros quadrados com cheques de contratos do Governo do Estado. O imóvel está localizado na Avenida Beira Rio, no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.

Na fraude, o imóvel foi adquirido por Cézar Zílio, em nome de terceiros, com dinheiro de propina pagos por empresários que tinham contrato firmado com o Estado, nos anos de 2011 a 2013.