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MT. Católicos tentam há 20 anos construir igreja em forma de santa

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

Enfrentando o calor incessante de Cuiabá, jovens catequizandos da comunidade Nossa Senhora Aparecida percorriam as ruas do Bairro Jardim Vitória em busca de materiais de construção, incumbidos de ajudar na realização de um sonho que se consolidava. De casa em casa, eles batiam nas portas e questionavam os moradores: "Você pode nos doar um tijolo?".

 Em 1996, os membros da comunidade decidiram que o espaço em que as missas eram celebradas estava ficando pequeno e não havia lugar para realização de ritos comuns na cultura católica, como a catequese. Um arquiteto da região doou três projetos, que foram colocados em votação. De forma democrática, então, decidiu-se que a novo espaço teria formato de Nossa Senhora Aparecida. 

"Quando o moço concluiu o projeto foi que começou a cair a ficha. E aí? Quem vai ser o engenheiro? E começou toda essa história", contou a manicure Ivete Fátima de Moraes, 48, membro da comunidade desde 1994. 

Foi então que eles perceberam que precisariam de muito dinheiro para realização do projeto. Com apenas R$ 3,6 mil em caixa, saíram atrás de doações de dinheiro e material. Ainda, começaram a realizar anualmente algumas festas tradicionais católicas, como a festa junina e a Festa de Nossa Senhora Aparecida, onde arrecadavam de R$ 3 mil a R$ 22 mil.

A obra começou efetivamente em 2002. Na época, cada morador se responsabilizou por uma coluna da edificação. "Um assumia uma, outro assumia outra. Um ajudou mais, outro ajudou menos e assim foi indo", explicou Ivete.

Dezoito anos depois, gastaram aproximadamente R$ 1 milhão para construção do templo. Mas estima-se que ainda seja necessário mais R$ 550 mil para finalização. Hoje a estrutura está montada, mas ainda faltam cobertura e as finalizações, como portas, janelas e pinturas.

"Do ano passado para cá a gente conseguiu comprar a cobertura, mas ainda não colocamos. Algumas partes já estão debilitadas, porque toma muita chuva, sol, chuva sol", relatou.

De acordo com o coordenador da comunidade, Carlos Alberto Pinto Barbosa, 52, a tendência é que os ritos comecem a ser celebrados no local de forma improvisada assim que a cobertura for construída.

"Com mais R$ 65 mil a gente conclui a cobertura dela. Temos uma parte do dinheiro, mas não temos tudo. Ainda estamos tentando conseguir algumas doações", explicou. 

Eles continuam em busca de doações. "Seo Carlos", como é conhecido o coordenador, atende pelo (65) 9 8142-4370 e Ivete pelo (65) 9 8426-8896.