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Afastados há 2 anos, conselheiros estão indignados e veem injustiça e perseguição

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Por: Romilson Dourado
Fonte: RDNews

Antonio Joaquim, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo, Waldir Teis e Valter Albano estão afastados do Pleno do Tribunal de Contas deste setembro de 2017

Afastados de suas funções há dois anos e dois meses, por decisão do ministro do Supremo, Luiz Fux, os cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado se mostram indignados, vítimas do que chamam de injustiça e perseguição.

Mesmo antes e durante todo este período do afastamento do Pleno do Tribunal, inclusive com buscas e apreensões feitas pela Polícia Federal nos gabinetes e nas casas dos conselheiros, nenhuma prova fora juntada aos autos capaz de comprovar as declarações do ex-governador e delator Silval Barbosa, que afirmou ter pago R$ 53 milhões em propina para esses conselheiros não prejudicarem o andamento das obras da Copa do Mundo de 2014, no Estado.

Apenas com base nessas declarações, Fux, acatando denúncia do Ministério Público Federal, impôs medidas cautelares, afastando da ativa Sérgio Ricardo, Waldir Teis, Antonio Joaquim, José Carlos Novelli e Valter Albano, em decisão de 14 de setembro de 2017.

Joaquim, que na época presidia o TCE e anunciou que pretendia concorrer ao governo em 2018, é um dos que mais se mostram revoltados com essa situação. Acusa, inclusive, o então governador Pedro Taques, que tentou e perdeu a reeleição, de "armar" contra os conselheiros junto ao ex-chefe do MPF, Rodrigo Janot, de quem Taques é amigo há vários anos. Janot foi quem assinou a denúncia.

Do STF, o processo foi encaminhado para a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, composta por 15 ministros. Serão eles, sob relatoria de Raul Araújo, que vão decidir pela suspensão ou não das cautelares. A defesa se mostra convicta de que os conselheiros voltarão a compor o Pleno ainda neste ano.