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Armadilhas fotográficas flagram onças e mais 13 animais em Chapada - imagens

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Thaisa Pimpão

Uma pesquisa conduzida pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) conseguiu registrar ao menos 15 espécies de animais vivendo livremente em 43 pontos do perímetro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Entre os animais encontrados estão alguns quase ameaçados de extinção como a anta, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará, além de onças.

Veja vídeo

 

 

Segundo a professora Viviane Layme, que conduziu a pesquisa da mestranda Marina Lima, o objetivo do estudo é o de mapear exatamente as localidades onde os mamíferos vivem em Chapada costumam se estabelecer e assim garantir a preservação das espécies.

O estudo foi feito durante os anos de 2013 e 2017, com uma pausa em 2014 e 2015, por meio de registros em fotos e vídeos dos animais (veja na galeria), seguidos de testes estatísticos. Os trabalhos, conforme explica a professora, foram prejudicados por diversas vezes em razão da ação de caçadores que atuam de maneira ilegal na Unidade de Conservação, bem como pela falta de recursos financeiros ora providos pelo Governo Federal.

Foram registradas as presenças dos seguintes animais: anta, onça-parda, jaguatirica, cachorro-do-mato, lobo-guará, mão-pelada, quati, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, capivara, cutia, paca, tatu-galinha, cateto e veado.

Com o mapeamento no perímetro do Parque também será possível contribuir com a exploração do turismo científico, pois o conhecimento dos locais onde os animais vivem e seus hábitos, isto é, a freqüência com que circulam em determinado espaço serão importantes para a realização de visitas guiadas, como já ocorre no Pantanal.

“Ter informações para o manejo do Parque, com mapeamento, gera informação que previne os animais de serem afetados pelo período de queimadas, além de atropelamentos. O Parque é atravessado por uma rodovia de alta velocidade. Com nossos dados, teremos recursos para ajudar o controle das travessias deles para que sejam feitas com segurança. A segurança para motorista e animais”, acrescenta.

Apesar das dificuldades, a pesquisa agora passa por análise dos dados, ainda sem previsão de quando deve ser publicada em revista científica.

Parque e ICMBio

De acordo com a pesquisadora, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, mais do que um local de beleza paisagística e de sua função para o ecoturismo, tem sido um refúgio para diversas espécies, como a anta, tamanduá-bandeira e carnívoros em geral (lobo-guará, onça parda e jaguatirica), que vem sendo constantemente ameaçados pela expansão urbana e rural do entorno do local.

A professora ainda ressalta a relevância do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), administrador do Parque Nacional, na conservação das espécies ameaçadas. “Mesmo as [espécies] que ainda não estão em estado de ameaça, às vezes estão caminhando para isso porque são populações consideradas em declínio. É por isso que a existência e o trabalho do ICMBio é tão importante. Lá elas ainda tem como sobreviver a longo prazo”, finaliza.