O baixo volume de água no rio Paraguai, compromete a realização de operações da Marinha, na região de Cáceres. Seis navios que transportavam, cerca de 400 marinheiros, não puderam atracar no ancoradouro, localizado na baia do Malheiros, em frente a sede da Agência Fluvial, por causa do baixo calado.  Em razão disso, a frota teve que ancorar nas proximidades da baia da Carne Seca e de lá retornar para Corumbá.

As embarcações chegaram à Cáceres no final do mês de janeiro. Permaneceram durante quatro dias e realizaram algumas ações antes de retornar. Tenente Luiz Carlos Cavalante Neto, da Agência Fluvial informou que os navios não chegaram até o ancoradouro previsto por causa do baixo volume de água no rio o que, segundo ele, dificultaria a realização de manobras para retornar.

As operações da Marinha, no trajeto entre Corumbá e Cáceres ocorrem, geralmente, no início do ano quando o rio Paraguai está cheio, possibilitando a navegação das embarcações. Neste ano, no entanto, a redução de chuva na região, comprometeu a cheia, deixando o rio com nível de água insuficiente para a navegação de navios de grande porte.

Na sexta-feira (8) o nível do rio, medido na régua instalada em frente a sede da Agência Fluvial, em Cáceres, era de três metros e trinta centímetros de altura, cerca de 90 centímetros a menos, que no mesmo período do ano passado. De acordo com a agência, o rio está subindo, lentamente, em média de 7 centímetros por dia. A escassez de chuva, principalmente, na cabeceira do rio seria a razão do pouco volume de água.

Tenente Luiz Carlos Cavalante, informou que no mês de março a frota da Marinha retorna à Cáceres, provavelmente, para dar segmento aos trabalhos. Disse que, as operações na região consistem em inspeção ao longo do rio, adestramento da tropa, operações de patrulha naval, ações de inspeção naval, entre outras. Não há informação sobre o resultado do trabalho realizado, durante o período em que as embarcações permaneceram em Cáceres.

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FONTE: Jornal Expressão