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DEU NO JN. Globo mostra caos nas pontes de MT

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JORNAL NACIONAL

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Todos os dias, nos telejornais da Globo, cidadãos de todo o país têm contado qual é o Brasil que eles querem para o futuro. Tem gente pedindo investimento em educação, em saúde. Tem gente pedindo estradas decentes e tem muita gente pedindo um país que aplique direito o dinheiro dos impostos porque as carências da população são muitas como mostra a reportagem na zona rural de Mato Grosso.

O agricultor Genésio faz malabarismo com o sobrinho nas costas para atravessar o rio. “Fazer o que, só tem esse jeito de transporte, para passar”.

O mecânico Saturnino também se arrisca. Ele leva o filho de seis meses para visitar a família que mora do outro lado do rio. “É perigoso escorregar, cair. Tem galho embaixo, machucar. É muito difícil”.

Depois de uma chuva forte, a ponte de madeira foi arrastada pela água. Isso aconteceu em fevereiro, de lá para cá cerca de 400 famílias que moram do outro lado não conseguem atravessar e ir para as cidades. Isso tem atrapalhado, e muito, a agricultura familiar. Para conseguir falar com seu Geraldo, que está lá do outro lado rio, vai ter que ser no grito.  “Nós plantamos mudas de banana e rama de mandioca e está parado porque não tem jeito de baldear, nós perdemos tudo”, diz o agricultor.

Sem ponte o transporte escolar não chega para os estudantes. Luiz ainda não conseguiu ir para a escola em 2018. “Arte, matemática, eu gosto destas matérias, eu sinto falta disso”, conta o menino de 9 anos.

Do outro lado do rio, a escola novinha está com muitas carteiras vazias. Para chegar por terra é preciso dar uma volta de 70 quilômetros. “Quando o transporte não vem por estar quebrado ou como agora que a ponte que caiu, então a escola praticamente para e o aluno perde”, diz om professor de matemática Edmar Fernandes Cardoso.

A situação se repete em outros municípios como na Chapada dos Guimarães. O vídeo feito com celular mostra o que sobrou da ponte sobre o Rio Casca, quebrada há dois anos, e que servia aos moradores de comunidades rurais.

Entre os municípios de Porto Estrela e Barra do Bugres, a ponte foi levada pelas cheias há quatro anos. A alternativa é uma passarela construída pela prefeitura em parceira com os moradores de uma comunidade quilombola. Mas a obra não passa segurança. “Quando o rio enche, a passarela roda, aí a gente passa no bote. A gente passa muito medo”, afirma a estudante Ana Cristina da Gama.

As prefeituras de Barra do Bugres, Poconé e Nossa Senhora do Livramento disseram que precisam de recursos do estado para construir pontes. A de Chapada dos Guimarães disse que a responsabilidade pela ponte é do estado.

Já o governo estadual declarou que nenhuma prefeitura pediu ajuda e que uma licitação para substituir 300 pontes está passando por reajustes de valores, sem prazo para ser publicada.