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Empresa inglesa é autorizada a prospectar cobre em Mato Grosso

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A Anglo, com sede em Londres, informou que começou a explorar 9 mil hectares na região há dois anos

(John Macdougall/AFP)

A mineradora Anglo American obteve centenas de autorizações neste mês para prospecção de cobre em uma região remota ao norte do Brasil, disseram autoridades locais, em momento em que o crescente mercado de veículos elétricos e a escassez de projetos de mineração aquecem a demanda pelo metal.

Se confirmada, uma grande descoberta de cobre animaria a indústria de mineração, que está de olho em um déficit iminente do metal, que tem sido valorizado como um condutor de eletricidade depois que anos de cortes em orçamentos de exploração deixaram poucas perspectivas de novas descobertas.

Em uma nota à Reuters, a Anglo disse que é muito cedo para falar sobre a viabilidade do projeto. Mas a empresa confirmou que recebeu permissão para prospectar o cobre nos Estados de Mato Grosso e Pará, onde ainda não começou estudos.

O projeto, perto da Amazônia brasileira, poderia ser um importante negócio para a indústria de mineração de cobre do país, que ainda está muito atrás do maior produtor global, o Chile.

Mas a localização remota dos 284 blocos, que cobrem quase 1,9 milhão de hectares, representa também inúmeros desafios, como a provável resistência de ativistas apenas poucos meses depois de o governo brasileiro recuar de planos de abrir uma reserva ambiental para a mineração.

“Pode haver (resistência), mas seria perfeitamente administrável”, disse o chefe da mineradora chilena Codelco no Brasil e diretor da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB) Marcos André Gonçalves. Ele acrescentou que uma grande descoberta de cobre “eliminaria parte da neblina” que paira sobre a indústria.

O que o Anglo parece ter encontrado na Província de Ouro de Alta Floresta, dizem os especialistas, é um depósito de cobre e ouro no estilo pórfiro, geologia típica das minas andinas e responsável por mais de 60 por cento dos recursos de cobre do mundo.

Mesmo que a Província de Ouro de Alta Floresta produza tanto cobre quanto o esperado, isso não significaria que o Brasil está no caminho para se tornar outro Chile, onde a produção anual soma 5,33 milhões de toneladas, graças em parte à mina Escondida, da BHP.

A Anglo, com sede em Londres, informou que começou a explorar 9 mil hectares na região há dois anos, por meio de uma parceria com a brasileira Mineradora Ouro Paz, acrescentando que duas sondas de perfuração estão sendo usadas.

A mineradora levou quase um ano para receber as licenças de exploração e provavelmente precisará em breve buscar licenças ambientais para extrair minerais para análise.

O CEO da Anglo, Mark Cutifani, reiterou o compromisso da empresa com o metal básico.

“Nós gostamos da commodity, gostamos de nossos ativos e gostamos do potencial dentro desses negócios”, disse ele em uma conferência em Miami no mês passado.

“Temos opções de crescimento significativas dentro do portfólio e também fora das operações existentes”, acrescentou.

Fonte: EXAME