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Exportação de milho em MT é 11% maior este ano e soma US$ 1,4 bi, diz ministério

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Com uma safra recorde de cerca de 100 milhões de toneladas de milho, as exportações do cereal foram recorde em agosto deste ano e atingiram US$ 1,34 bilhão no período (+169,2%) e também em quantidade embarcada, com 7,6 milhões de toneladas (+170,5%). Em Mato Grosso, o volume de milho exportado de janeiro até agosto totalizaram 8,1 milhões de toneladas e já somou US$ 1,4 bilhão até agora.

O volume exportado no Estado este ano é 11,9% maior que em igual período do ano passado, quando Mato Grosso havia exportado 7,3 milhões de toneladas de milho e US$ 1,2 bilhão, conforme apontam dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O recorde anterior para os meses de agosto no país ocorreu em 2017, quando exportou 5,3 milhões de toneladas. Os cinco principais países importadores de milho brasileiro, no mês,  foram Egito (894,3 mil toneladas), Irã (885 mil toneladas), Japão (831,7 mil toneladas), Espanha (798,1 mil toneladas) e Vietnã (633,6 mil toneladas).

O algodão foi outro produto com destaque nas exportações com incremento nas vendas de 51%, com US$ 66 milhões e embarques de 41 milhões de toneladas (71%).

Outro setor com ganho real foi o café (verde e solúvel) que registrou aumentou de 6,9% ou US$ 404 milhões e 187 mil toneladas vendidas no exterior (+30%).

No complexo sucroalcooleiro, o etanol teve desempenho favorável passando de US$ 117,35 milhões, em agosto de 2018, para US$ 161,75 milhões em agosto deste ano (+37,8%).

O complexo soja é o principal setor exportador do agronegócio brasileiro. No entanto, o desempenho nesse mês  caiu 38,7% em comparação ao registrado no mesmo mês do ano passado. A queda, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), do Mapa, ocorreu principalmente por causa da diminuição das exportações do grão para China, em razão da febre suína africana que atinge o rebanho no país asiático e, com isso, reduziu a demanda de soja.  Outro motivo foi a baixa do preço da commodity no mercado internacional (-10,1%).

No mês passado, a China reduziu as compras de soja brasileira para 4,1 milhões de toneladas, menos 2,8 milhões de toneladas em relação às 6,9 milhões de toneladas exportadas em agosto de 2018. "Deve-se ressaltar que a queda nas exportações de soja em grão à China foi idêntica à queda para o mundo", diz nota da secretaria. 

Resultado total do mês

As exportações do agronegócio foram de US$ 8,27 bilhões, em agosto deste ano, uma redução de 11% em comparação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a SCRI, essa queda foi resultado, principalmente, do recuo dos preços médios de exportação dos produtos do agronegócio brasileiro (-7,2%) e da queda da quantidade embarcada (-4,1%).

Mesmo com as reduções, a participação dos produtos do agronegócio aumentou no total das exportações brasileiras, chegando a 44,1%. "Tal efeito ocorreu em virtude da queda mais pronunciada nas exportações dos demais produtos que não são do agronegócio. Esses produtos tiveram redução de 14,5%, portanto, uma queda superior aos 11% das exportações do agronegócio brasileiro", diz a nota.

Em MT, indústria de produtos madeireiros, alimentos e de transformação desacelera

Vinícius Bruno

 
 

Assessoria

usina de etanol de milho

Aumento mais expressivo na industrial visto de forma isolada no setor de biocombustíveis

Aprodução industrial nos primeiros sete meses deste ano em Mato Grosso teve queda de 4,2% na comparação com igual período do ano passado. A queda foi influenciada na redução de produção no setor madeireiro, de alimentos e na indústria de transformação. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIMPF), divulgada na terça (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No segmento de fabricação de produtos de madeira a queda foi de 13,5% na comparação entre os sete primeiros meses deste ano com igual período de 2018.

 

A produção industrial de alimentos foi 5,4% menor entre janeiro e julho de 2019 se comparada com igual intervalo de 2018. Em seguida, a redução da indústria de transformação foi de 4,2% na comparação entre os dois períodos.

O aumento de produção industrial mais expressivo ocorreu de forma isolada no setor de biocombustíveis, que foi 6,9% maior no período analisado neste ano na comparação com 2018. O aumento tem sido influenciado pelo aumento na produção de etanol de milho, que tem sido a grande fonte de investimentos em Mato Grosso.

Em seguida está o setor de produtos químicos que percebeu aumento de 2%, seguido da fabricação de produtos de minerais não-metálicos, que cresceu 0,2%. A atividade industrial do setor de bebidas ficou estável, com aumentou de apenas 0,1% na comparação entre os sete primeiros meses de 2019 ante 2018.