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Poconé, Você conhece a história de Doninha do Caeté?

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Foi na região de Tanque Novo, onde residiu a família Lacerda e Cintra que, com inúmeros filhos, vivia modestamente da agricultura e da criação de animais, porem sem miséria.

A nona filha do casal, chamada de Laurinda Lacerda Cintra, mais conhecida como Doninha, que, em 1931, aos 22 anos de idade, mãe de 2 filhos e grávida de um terceiro, começou a ter visões de uma Santa, inicialmente chamada de "Maria Da Verdade" e, que posteriormente passou a ser chamar "Jesus Maria José". A partir dessas aparições, Doninha passou a ser solicitada, uma vez que a Santa, não só lhe aconselhava sobre doenças mas também fazia algumas previsões sobre o futuro.

Após uma série de curas, as quais originaram romaria, a região de Tanque Novo tomou outra paisagem, de um arraial pacato, transformou-se numa pequena vila, relativamente populosa, pois muitos que procuravam Doninha, passaram a residir ali.

Para defender as causas getulistas em Poconé, é nomeado para Prefeito o Coronel Manuel Nunes Rondon ( conhecido como "Ben Rondon" ), e foi neste momento que Laurinda intensificou os trabalhos de atendimento às pessoas que a ela vinham a procura de conselhos ou curas para seus males, sempre sob a invocação da Santa " Jesus Maria José".

Para conquistar o apoio de Tanque Novo, que cada dia aumentava sua população, Ben Rondon auxiliava e colaborava com o arraial, seja com mantimentos, ou com reguardo político. Foi nesse momento (1931/32) que foi construído um grande barracão destinados a abrigar todos os doentes atendidos pela Santa, assim como foi construída, sob o sistema de multirão, uma igreja dedicada à Jesus Maria José.

Os habitantes de Tanque Novo foram identificados com o partido oposicionista a Vargas. Se Ben Rondon havia apoiado Tanque Novo, o novo prefeito, também conhecido como "Nho Tico", agiu de forma contrária, perseguindo os moradores do arraial, uma vez que sua missão, naquele momento, seria a de desestabilizar as forças oposicionistas. Desta forma enviou para Tanque Novo um contigente policial que, sob pretexto de anarquia na localidade, tinha ordem de prender seus habitantes e principalmente Doninha, responsável primeira pelo aglomerado humano ali existente.

Secretaria Municipal de Turismo e Cultura de Poconé