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Quilo do tomate chega a custar R$ 10 em Cuiabá; inflação nas hortaliças sobe

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- Fabiana Mendes/José Lucas Salvani

20 Abr 2019 - 10:18

 

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Quilo do tomate chega a custar R$ 10 em Cuiabá; inflação nas hortaliças sobe
Os consumidores devem se preparar para o reflexo da inflação nas hortaliças, em especial o tomate. O valor alto é consequência direta das menores quantidades ofertadas aos mercados, por conta de condições climáticas que não favorecem o desenvolvimento nas lavouras. Na feira do Porto, em Cuiabá, por exemplo, o preço do quilo chega a custar R$ 10.

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No mês passado, a elevação foi registrada em todo País. A tendência é que os preços continuem aumentando em abril, como aponta o 4º Boletim Prohort, divulgado na terça-feira (16) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
O comerciante da Feira do Porto, Carlos Gonçalves, de 49 anos, lembra que a alta nos preços sempre acontece nos períodos da Semana Santa (abril) e Ano Novo (janeiro). “Quando chega à véspera da Semana Santa, de Ano Novo, você pode fazer uma pesquisa, que o tomate sobe. Detalhe, que é uma época que falta produto”, pontua.
 
Segundo ele, o aumento no preço provoca a recuada dos compradores. “A gente vendia 20 caixas de tomate por semana. Agora estamos vendendo 10, 12 no máximo. Antes você pegava 500 reais e comprava dez caixas, agora você não compra cinco. Tomate [dura] no máximo quatro dias, depois disso você perde, joga o dinheiro fora”.
 
“A performance dos preços elevados em março é consequência direta das menores quantidades ofertadas do fruto aos mercados, uma vez que as condições climáticas não favoreceram o desenvolvimento nas lavouras”, explica a gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Joyce Rocha Fraga. “Aliado a isso, os preços pouco atrativos em 2018 fizeram com que os produtores diminuíssem a área plantada, o que significou também menos tomate entrando no mercado”.
 
De acordo com o Boletim, outra hortaliça de destaque foi a batata. Mas, apesar da ascensão de preços desde outubro de 2018, esse movimento de alta tem perdido força. “Mesmo assim, a hortaliça ainda tem pesado na hora da compra para o consumidor, e essa tendência deve se manter até o final deste mês”, pondera Fraga.