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Zoológico da UFMT, 40 anos depois, ainda é uma das grandes atrações das férias

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Rodivaldo Ribeiro

 

O Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está prestes a comemorar 41 anos (foi fundado em 23 de março de 1977) e é o único do Brasil localizado dentro de um campus. Tanto tempo depois, ainda é um espaço pra lá de procurado por famílias, particularmente nas férias, para passeios, visitas e, claro, muitas fotografias.

Em uma área um pouco acima de 12 hectares estão abrigados 600 animais de 100 diferentes espécies. É uma explosão de cores e uma pequena amostra da riqueza da fauna mato-grossense e seus três biomas: cerrado, amazônico e terras alagáveis (pantanal).

Gilberto Leite

Zoologico UFMT

Recorte de boa parte das espécies da fauna mato-grossense vive no zoológico da UFMT

Há uma profusão de roedores como tatus, cotias, guaxinins (aqui chamados de mão-pelada), pacas e até os ariscos tuco-tucos, várias classes de répteis (entre jacarés, tartarugas e jabutis e muitos tipos de cobras), aves de todos os tamanhos (desde gigantes, como urubu-rei e harpias, além do gavião real, corujas, carcarás, araras e papagaios), muitos mamíferos médios e grandes (catetos, antas, lobos-guará, jaguatiricas e onças), macacos e, adivinhe, capivaras.

Muitas dessas espécies ainda ameaçadas de extinção, como as ariranhas, o gavião real e o macaco-aranha, mesmo que vários desses bichos já tenham se reproduziram em cativeiro devido ao constante trabalho multidisciplinar de cuidado e pesquisa mantido por biólogos, veterinários, tratadores e pessoal de manutenção da UFMT.

É um dos objetivos primordiais para criação do zoológico em si, após a intenção primeira de somente abrigar alguns bichos em torno do lago da instituição, até ampliar o número de espécimes e incorporar o mini zoo que funcionava nas dependências do Nono Batalhão de Engenharia e Construção (9ºBEC), alguns metros abaixo, na mesma Fernando Correa da Costa, no final dos anos 80.

Gilberto Leite

Zoologico UFMT

Macacada faz pose para os muitos humanos que por ali aparecem nesta época do ano

Pesquisadores sempre viram a reprodução em cativeiro como uma das maneiras de impedir a extinção de espécies como a jaguatirica, o lobo-guará e o urubu-rei.

O custo de manutenção do zoológico (não informado pela instituição, apesar de insistentes contatos) é quase que totalmente pago pela UFMT, com a ajuda da iniciativa privada para a alimentação dos animais. Isso se dá por meio de frigoríficos (responsáveis por ajudar a servir os mais de 100 quilos de carne consumidos pelos carnívoros todos os dias) e muitos, mas muitos vegetais.

Para se ter uma ideia, a bicharada come nada menos que 600 quilos somente de vegetais sólidos, sendo 300 quilos de milho e outros 300 quilos de repolho, cenoura, batata doce, abóbora, banana, manga e mamão. Não foi informado se é ou não servida alguma ração e nem em que quantidade.

A alimentação, aliás, é a hora preferida por quase a totalidade dos visitantes. E não só das crianças, apesar do que diz a menina Diana Themiscera (nome fictício), 7 anos: “É a melhor parte da visita, porque gosto de ver eles comendo, parece meu gato em casa”, conta, sorrindo. Ela já decorou até o horário em que os tratadores costumam dar comida pros grandes felinos da instituição: “é por volta das quatro horas”.

Gilberto Leite

Zoologico UFMT

Seres humanos também gostam de ver a hora da alimentação da bicharada durante a tarde

Mais ou menos o mesmo horário em que são servidas as comidas dos comedores de frutas, folhas e legumes pelos seis tratadores, que se desdobram pra dar conta do duro trabalho de alimentar tanto animal.

“A gente se sente meio criança quando vem aqui sim. Especialmente porque costumava vir com meu pai, muitos anos atrás”, lembra um homem de cerca de 50 anos que pede para não ser identificado, enquanto comentava sobre os bichos com uma criança que parece ser neta dele.

O Zoológico da UFMT é ainda o único órgão receptor de animais silvestres apreendidos pelos órgãos de fiscalização ambiental ou de animais indevidamente retirados de seus habitats em Mato Grosso.

Conta com profissionais especializados, como biólogos e veterinários, que zelam pela alimentação, a saúde física e mental e todo o habitat dos animais, além dos tratadores especializados na manutenção dos recintos e manejo das espécies.

Funciona de terça-feira a domingo das 09h às 17h. É fechado às segundas para manutenção. Recebe cerca de 6 mil visitantes mensais, número que chega a dobrar nas férias e em dias de feriado. A entrada é totalmente livre.

Galeria de Fotos

Credito: Gilberto Leite
Belíssimo e imponente gavião real é um dos bichos ameaçados de extinção. Exemplar vive na UFMT