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Poconé pode estar enfrentando epidemia de caramujo africano

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Por: Rildiam Lopes
Fonte: Revista Eletrônica 4º Poder
Poconé pode estar enfrentando epidemia de caramujo africano
Ilustrativa
Ilustrativa
Foto de Domínio Público

 

O caramujo é considerado uma praga agrícola e urbana por se alimentar de plantações e infestar lugares onde há presença de lixo e mato. 

Câmara pede esclarecimento para saúde municipal. Uma possível infestação de caramujos africanos está preocupando moradores de Poconé, município pantaneiro, distante de Cuiabá aproximadamente 100 km, no estado de Mato Grosso.

Segundo dezenas de moradores que entraram em contato com o vereador Walney Rosa do partido verde, a presença do molusco foi registrada em diferentes regiões da cidade.

Diante do caso o vereador apresentou na sessão ordinária do ultimo dia 21 de novembro um requerimento que foi encaminhado à Secretária de Saúde Ilma Figueiredo, à Coordenação dos Agende de Endemias e para o departamento de Vigilância Sanitária.

O pedido de esclarecimento reivindica explicação se realmente o município está passando por uma infestação de Caramujos Africanos e consequentemente quais medidas já foram tomadas para coibir o problema.

Walney declarou que está aguardando a manifestação por parte das três entidades requeridas e apesar de não poder confirmar se realmente há uma infestação em Poconé: “eu acredito no povo, e muita gente me mandou fotos e declarou que em suas residências estão repletas de caramujos”, opinou o vereador.

 

HISTORICO:

O caramujo africano foi introduzido no Brasil ainda na década de 1980 para ser utilizado como substituto do escargot, mas a espécie não foi tão bem aceita e se espalhou pela natureza.

Hoje, o caramujo é considerado uma praga agrícola e urbana por se alimentar de plantações e infestar lugares onde há presença de lixo e mato. O controle do caramujo africano, como qualquer outra praga urbana, passa necessariamente pelo manejo ambiental, que seria a eliminação de abrigo e alimentação para eles.

 

COMO DESCARTAR O CARAMUJO

É preciso atentar para a eliminação correta do caramujo, evitando o contato com o molusco, que vive na concha, sem proteção nas mãos. A gosma liberada por ele pode transmitir as verminoses.

A população deve tomar cuidados básicos como só manuseá-lo com luvas ou vestindo sacos plásticos nas mãos. A opção mais higiênica é recolher os moluscos pelas conchas, colocar em uma lata, balde ou bacia contendo solução de água sanitária ou cloro. A quantidade certa é de um litro de água sanitária ou cloro para três litros de água.

Outra solução é amassar os caramujos africanos e enterrá-los ou descartar no próprio lixo. Mas, nesse caso, a pessoa tem que ter o cuidado de proteger os olhos, boca e nariz ao amassar o caramujo, para não espirrar gosma. Por isso, o ideal é usar uma sacola.

É comum encontrar pessoas que usam sal para matá-los, mas o método é demorado e gasta muito sal, além de prejudicar o solo. Também não é indicado atear fogo, pois além de o caramujo demorar para morrer é uma atitude que causa riscos, além da ação ser condenada por órgãos ambientais. Também é preciso eliminar os ovos, que são encontrados a cerca de um centímetro da superfície da terra.

Cuidados com os alimentos

O caramujo não deve ser ingerido de forma alguma e, caso ele seja encontrado onde há plantações, deve-se verificar se as verduras não tiveram contato com a secreção do mesmo. É possível adquirir as verminoses por meio da ingestão ou do alimento por onde ele passou. Por isso, é essencial lavar verduras que ficam expostas e que podem ter sido tocadas pelo molusco.

Se a folha ou alimento estiverem mordidos, é preciso descartá-los. Já para fazer a higiene correta, deve-se deixar o alimento mergulhado em um recipiente com uma colher de chá de água sanitária ou cloro em um litro d'água por, pelo menos, meia hora.

 

COMO EVITAR O APARECIMENTO DOS CARAMUJOS

Para evitar o surgimento do caramujo africano é essencial manter terrenos e ruas capinados. O surgimento do molusco é comum em épocas de chuva, se escondendo embaixo de madeira e papelão, por exemplo. Por isso, o surgimento passa pelo manejo correto do lixo. Quando em local indevido ou em grandes quantidades, o entulho vira alimento para os eles.

No caso de terrenos com muito lixo, retirar os moluscos pode ser um paliativo momentâneo. Se a pessoa não recolher o lixo com frequência, deixar o mato alto e continuar mantendo lixo naquele local, os caramujos vão surgir novamente.

 

O OUTRO LADO:

Após a resposta dos requeridos este site publicará na integra a justificativa apresentada a Câmara dos Vereadores.