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Assentamentos ganham destaque na restauração florestal da Amazônia

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WRIBrasil.org.br

São Paulo, 23 de outubro de 2025 – Os assentamentos da reforma agrária ocupam cerca de 15% das áreas de vegetação secundária (regenerada) da Amazônia e estão sendo apontados como territórios estratégicos para a restauração florestal e para geração de benefícios sociais e econômicos na região. A conclusão faz parte da publicação “Assentamentos da reforma agrária na Amazônia: lições aprendidas para dar escala à restauração”, desenvolvida pelo WRI Brasil em parceria com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A publicação sistematiza a experiência de implementação da regeneração natural assistida (RNA) e de sistemas agroflorestais (SAFs) em cinco assentamentos da Região Metropolitana de Belém (PA). Ao longo de dois anos, foram mobilizadas 147 famílias, apoiados 114 SAFs e 62 áreas de RNA com técnicas de enriquecimento, expansão e manutenção de áreas restauradas, além da estruturação de cinco viveiros comunitários e a capacitação de jovens e agricultores em práticas de monitoramento, RNA e SAF.
“Os assentamentos da reforma agrária têm potencial para serem protagonistas na restauração da Amazônia. Quando associamos regeneração natural assistida e sistemas agroflorestais, conseguimos unir conservação, geração de renda e segurança alimentar. A participação das comunidades em todas as etapas foi essencial para o sucesso da experiência”, afirma Lídia Duarte, Analista de Pesquisas do WRI Brasil.
A publicação destaca que a restauração em assentamentos deve ser entendida como um processo socioecológico, que integra recuperação ambiental com fortalecimento da agricultura familiar e das organizações comunitárias. Entre os fatores de sucesso estão o protagonismo das lideranças locais, o apoio técnico contínuo, a oferta de insumos e a articulação com movimentos sociais.
Webinar de lançamento
O lançamento da publicação será acompanhado pelo webinar “Da educação à ação: experiências de restauração em assentamento da Amazônia”, que acontece hoje (23 de outubro). O evento discutirá os principais resultados identificados e promoverá um espaço de diálogo sobre os caminhos para ampliar a escala da restauração em territórios da reforma agrária, a partir da educação, do engajamento comunitário e do acesso a políticas e recursos técnicos.

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Data: 23 de outubro
Horário:15h às 16h30
Transmissão: Link

 

Participantes:

  • Mediadora: Mariana Oliveira
  • Participantes: Mariana Oliveira (WRI Brasil), Paulo Amaral (Imazon); Aresentação da publicação – Lídia Duarte (WRI Brasil); Mesa de debate – Valéria Lopes da Silva (MST); Andreia Pinto (Imazon); Alessandra Nasser Caiafa (SOBRE)

 

Sobre a publicação
O estudo é parte do projeto “Promovendo e Implementando a Regeneração Natural Assistida no Mato Grosso e Pará”, desenvolvido pelo WRI Brasil em parceria com o Imazon e o ICV, com apoio da Iniciativa de Clima e Florestas da Noruega (NICFI). O projeto teve como objetivo promover a restauração de florestas em áreas degradadas na Amazônia brasileira, com foco no desenvolvimento e na implementação de técnicas e abordagens de RNA em municípios do PA e MT.
Sobre o WRI Brasil
O WRI Brasil é um instituto de pesquisa que trabalha em parceria para gerar transformação. Atua no desenvolvimento de estudos e implementação de soluções para que as pessoas tenham o essencial para viver, para proteger e restaurar a natureza, pelo equilíbrio do clima e por comunidades resilientes. Alia excelência técnica à articulação política e trabalha com governos, empresas, academia e sociedade civil.

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O WRI Brasil faz parte do World Resources Institute (WRI). Fundado em 1982, o WRI conta com cerca de 1,7 mil profissionais pelo mundo, com escritórios em Brasil, China, Colômbia, Índia, Indonésia, México e Estados Unidos, além de escritórios regionais na África e na Europa.
Outras informações:

Marcone Andrade / BH Press

[email protected]

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