Da Redação – Rafael Machado / Do Local – Luis Vinicius
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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), condenou a ação de homens que tentaram empurrar com um pedaço de madeira o jacaré conhecido como ‘Celso’ para dentro da lagoa do Parque das Águas, no último fim de semana, e afirmou que os envolvidos só não se feriram porque o animal é considerado pacífico.
“Pela sorte daqueles garotos, o jacaré Celso é um jacaré muito pacífico, que não ataca seres humanos. Pela sorte deles. Mas eu tenho certeza de que tinha muita gente torcendo para o jacaré. Tinha muita gente que queria que aquele jacaré virasse para cima daqueles garotos e desse um fim inadequado para eles. Mas o que eu posso dizer é: não façam isso. Não vão para cima do jacaré”, afirmou.
O prefeito ressaltou que, embora Celso tenha histórico de convivência pacífica com os frequentadores do parque, não há garantia de que situações semelhantes terminem da mesma forma.
“O jacaré Celso é um jacaré pacífico? É. Até o momento, a gente tem informações de que sim. Mas pode não ter o mesmo fim, pode não ter o mesmo resultado. O jacaré é um animal que tem as suas particularidades e peculiaridades, e nós temos que aprender a respeitá-lo”, disse.
“Ele está ali há tantos anos convivendo bem com a sociedade. Nunca atacou um ser humano, nunca partiu para cima de um ser humano. E aquele crime de ataque contra aquele animal nós não podemos tolerar. Nem contra o jacaré, nem contra as capivaras, nem contra o gato de rua, nem contra o cachorro de rua, nem contra qualquer animal”, completou.
O prefeito ainda afirmou que o jacaré Celso se tornou um símbolo do Parque das Águas e reforçou que a preservação dos animais depende da conscientização da população.
“Além de o jacaré Celso ser um patrimônio do município de Cuiabá e um símbolo do Parque das Águas, a gente não pode tolerar nenhum tipo de agressão ou violência contra nenhum animal, de nenhuma espécie. A gente pede que sejam respeitados os animais e que aquele tipo de comportamento não se repita”, afirmou.
Ele reconheceu que a Prefeitura não consegue impedir previamente esse tipo de situação e disse que a responsabilidade também é dos frequentadores do parque.
“A gente tem como impedir previamente que aquilo aconteça? Infelizmente, não é possível, porque você não sabe em qual margem do lago o jacaré vai aparecer e nem tem como ficar monitorando o tempo todo. Cabe a consciência e a responsabilidade de cada cidadão para que aquilo não volte a acontecer e que as pessoas tenham mais responsabilidade com o bem-estar dos animais”, destacou.































