Considerando as mudanças climáticas, somadas às altas temperaturas do município de Cuiabá, a discente Deborah Karen Mansilha Guebara, vinculada a UNIVAG, propôs um projeto de habitação utilizando o conceito da sustentabilidade. O trabalho intitulado “Condomínio de casa saudáveis: um novo conceito de moradia em Cuiabá-MT”, valoriza não apenas o meio ambiente, mas também o conforto térmico e bem-estar do morador.
O projeto urbanístico do condomínio horizontal, com casas modelos seguindo os conceitos e parâmetros do Selo Casa Saudável, foi um dos vencedores do concurso de trabalho de conclusão de curso, promovido pelo CAU/MT. A proposta ganhou o 3º lugar na categoria projeto urbanístico. De baixo impacto ambiental, a implantação do condomínio foi pensada de maneira que remetesse a natureza não só nos seus materiais e métodos construtivos, mas também em sua forma.
“A ideia de construir ambientes destinados a moradias que permitam uma boa qualidade de vida e ao mesmo tempo não interfiram drasticamente no meio ambiente é o desafio proposto nesse projeto”, declarou Deborah. O projeto trabalha com o selo casa saudável, organizado pelo Healthy Building Word Institute que idealiza a natureza como padrão a se seguir, unindo ao conforto, acessibilidade, beleza, segurança e ergonomia; que pode ser concedido a projetos, edificações, profissionais, materiais e produtos voltados a construção civil.
O projeto foi desenvolvido considerando um terreno no bairro Santa Cruz, com 157 casas divididas em 7 vilas, sendo cada vila singular e exclusiva do seu modo, com acesso a uma praça central. A maioria dos lotes possuem o mesmo tamanho, porém os dispostos nas esquinas possuem um tamanho um pouco maior. O nome proposto foi Villagio Floreale, que em italiano significa “vila floral”, deixa mais evidente a premissa da natureza como ponto de partida para o projeto do condomínio.
Com um traçado mais orgânico que remete ao caule e os galhos de uma árvore, as ruas foram pensadas para diminuir o metro linear de via. No asfalto das vias seriam utilizados pneus velhos em sua composição, buscando uma forma de reutilização desse material. Devido a presença de rios intermitentes no decorrer do terreno, foi proposto a criação de lagos no centro das vilas para funcionar como bacia de retenção, além do apelo estético e climático que traz ao projeto.
O condomínio possui uma usina de compostagem que compõe a horta comunitária e o material gerado serviria de adubo natural para suprir as espécies plantadas no local. Haveria também uma usina de coleta de óleo de cozinha e de lixo para garantir o descarte correto dos alimentos. Para compor a paisagem das usinas, assim como das lojinhas e salão de festas, estas seriam construídas com o teto verde, que promete trazer mais aconchego, além de garantir uma redução na sensação térmica dos ambientes.
A casa proposta possui uma área edificada de 120m² e área coberta 233m². A planta é térrea, com 3 quartos, sendo duas suítes, um living/gourmet extenso com um lavabo e uma varanda com lavanderia. Fazendo uso de ventilação e iluminação natural, a casa foi pensada para ser construída utilizando madeira, principalmente pelas paredes desse material serem mais leves, frescas e sustentáveis. Não haveria forro, sendo possível ver a telha de barro pelo interior da casa, criando uma sensação de viver em uma casa no campo.
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Juliana S. Kobayashi





























