Entenda como reconhecer os sintomas de infestação e quais medidas ajudam a proteger as plantações e garantir uma produção mais saudável e sustentável
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As pragas agrícolas estão entre os maiores desafios do agronegócio brasileiro. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os prejuízos ultrapassam R$ 60 bilhões por ano e podem reduzir a produtividade das lavouras em até 40%. O problema afeta tanto pequenos produtores quanto grandes propriedades, comprometendo a segurança alimentar e a economia rural. A professora e doutora, Amanda Rodrigues Ganassin, coordenadora do curso de Agronomia do Centro Universitário Anhanguera, esclarece que identificar os primeiros sinais de infestação é essencial para evitar danos irreversíveis à plantação.
“A detecção precoce é o ponto mais importante no manejo de pragas. Muitas vezes, o produtor só percebe o problema quando o prejuízo já está instalado. A observação constante e o acompanhamento técnico podem salvar uma safra inteira”, ressalta a especialista.
Como identificar a presença de pragas agrícolas
A coordenadora orienta que os produtores e estudantes de agronomia fiquem atentos a alguns sinais visíveis na lavoura:
- Folhas amareladas, retorcidas ou com furos: indicam ataque de lagartas, besouros ou gafanhotos;
- Manchas escuras ou mofadas: podem ser causadas por fungos, como oídio e ferrugem;
- Crescimento lento e aparência fraca das plantas: sugerem infestação de nematoides ou insetos sugadores;
- Insetos sob as folhas: presença comum em casos de pulgões, cochonilhas e mosca-branca;
- Frutos com perfurações ou deformações: sinalizam ataque de brocas ou larvas;
- Solo com odor forte ou áreas de apodrecimento: indicam pragas subterrâneas ou excesso de umidade, o que favorece a proliferação.
Prevenção e controle
O manejo integrado de pragas (MIP) é apontado como a forma mais sustentável e eficaz de controle, por combinar diferentes estratégias preventivas. “O produtor deve apostar na rotação de culturas, no controle biológico e no uso responsável de defensivos agrícolas. É um trabalho de equilíbrio, que preserva o meio ambiente e mantém a produtividade”, explica Dra. Amanda.
Principais medidas preventivas:
- Rotação de culturas: reduz o acúmulo de pragas específicas de uma mesma espécie vegetal;
- Controle biológico: utiliza inimigos naturais, como joaninhas e fungos benéficos, para combater as pragas de forma natural;
- Monitoramento constante: inspeções regulares permitem agir antes que a infestação se espalhe;
- Uso racional de defensivos: o excesso de agrotóxicos pode gerar resistência das pragas e prejudicar o solo e os polinizadores;
- Condições adequadas de plantio e irrigação: solos equilibrados e bem nutridos tornam as plantas mais resistentes.
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Assessoria de imprensa – Anhanguera
Priscila Dezidério






























