Da Redação – Bruna Barbosa Foto: Bruna Barbosa/Olhar Direto
O nome do restaurante também é carregado de história de Mato Grosso, já que faz alusão ao nome bororo do Morro de Santo Antônio. Na língua indígena, Toroari-Toroá significa “Morro do Gavião Branco”. A ideia foi de Ariani Malouf e empolgou os sócios do Toroari, Márcio Aguiar, que é marido da chef, e Murilo Martins, que também é responsável pela gestão do hotel Amazon Aeroporto.
“Um belo dia a Ariani chegou em casa e perguntou o que eu achava do nome ‘Toroari’, depois que ela me falou o significado, tive mais convicção. De imediato liguei para o Murilo, marquei um almoço com ele, que estava mais afoito do que eu para descobrir esse nome, ele mal sentou e já falei: Toroari”, conta Márcio sobre o processo de nomear o empreendimento.
Murilo explica que o rooftop sempre foi um desejo, seja para que os clientes pudessem degustar os drinks do bar enquanto desfrutam da vista privilegiada ou para o tradicional happy hour de sexta-feira.
“Cadeiras confortáveis, som ambiente, uma pegada mais final de tarde, provavelmente durante os finais de semana, por exemplo, o happy hour de sexta. Aos sábados queremos começar a fazer uma feijoada deliciosa, a partir de janeiro. Não trabalhamos com buffet, nossos pratos são feitos na hora, com muito carinho e atenção”.

Cardápio do Toroari foi assinado pela chef Ariani Malouf, que também é responsável pelo Mahalo e Buffet Leila Malouf. (Foto: Bruna Barbosa/Olhar Direto)
No cardápio, o Toroari tem peixes tradicionais da culinária mato-grossense, como matrinxã, piraputanga, pacu e pintado, que podem ser assados na brasa. O matrinxã, por exemplo, é servido em folha de bananeira e recheado com farofa de baru, castanha nativa do cerrado. Além dos peixes, Márcio conta que o menu também tem cortes nobres de carne, como prime rib e chorizo.
Como foi criado para homenagear a culinária mato-grossense, Maria Isabel com farofa de banana e galinhada, que pode ser servida com pequi para os apaixonados pelo fruto do cerrado, também estão presentes no restaurante. Márcio ainda ressalta que a farofa de quiabo frito também tem feito sucesso entre os clientes.
“Sempre foi nossa ideia ter essa pegada regional. Nada melhor do que valorizar o que temos de melhor em Mato Grosso: a nossa comida regional. Prezamos muito pelos ingredientes que encontramos nos três biomas que temos aqui, Pantanal, Cerrado e Amazônia. Até a nossa decoração e o estilo de restaurante”.
Porta de entrada e saída de Mato Grosso
As negociações para abrir o restaurante começaram em janeiro, como conta Murilo. No início, ele pensava em instalar o espaço de café da manhã do Amazon Aeroporto no rooftop do hotel, mas o projeto foi descartado por questões de logística. Quando ele e Márcio conversaram sobre o Toroari,ambos enxergaram o potencial de abrir o primeiro rooftop de Mato Grosso em frente ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.
“É uma nova jornada para mim, entendo de hotelaria, apontamos as mãos e está sendo muito interessante. É o primeiro rooftop de Mato Grosso, é a receita do bolinho de chuva, não tem como errar, sabia que seria um grande sucesso. Nós estamos na frente do aeroporto, que hoje é o cartão postal da cidade, Várzea Grande está melhorando muito”, explica Murilo, que aceitou o convite de Márcio para ser sócio do Toroari.
Restaurante tem vista para diversos pontos da cidade, é possível ver o Morro de Santo Antônio e os paredões de Chapada dos Guimarães. (Foto: Bruna Barbosa/Olhar Direto)
“Estamos na porta de entrada e saída de Mato Grosso. Isso despertou muito a minha atenção, foi quando tomamos a decisão de firmar essa parceria. Acreditamos muito em Várzea Grande, é a segunda maior cidade de Mato Grosso, estamos falando de mais de 350 mil habitantes, está crescendo muito, está com uma bela administração, o prefeito é muito transparente e vemos as ações que ele vem tomando no Município. Isso tudo incentiva a gente a investir na região”.
Como estão em frente ao aeroporto, os sócios decidiram pensar em um menu que apresentasse Mato Grosso para os turistas que desembarcam diariamente na cidade.
“Sabemos que o aeroporto é o segundo maior em número de usuários na região Centro-Oeste, só perdendo para o de Brasília, estamos falando de mais de 8 mil passageiros por dia, entre embarque, desembarque e conexões, estamos prestes a receber a internacionalização do aeroporto, algo que vai fomentar ainda mais o movimento e fazer com que as companhia invistam mais aqui”, explica Márcio.
Além do cardápio regional, artistas mato-grossenses também estão presentes no Toroari através das telas que decoram o salão. No corredor que dá acesso ao restaurante, foi instalada uma tela de mais de nove metros de Ruth Albernaz, que usou a arte para eternizar as árvores de Mato Grosso.
“É uma artista super requisitada e que desde o primeiro momento foi super receptiva, nosso agradecimento especial para Ruth e para o José Guilherme, da Galeria Arto, todos esses quadros que temos aqui estão à venda, preparados para serem embalados para que os clientes possam viajar com ele, seja transporte aéreo ou rodoviário. Temos uma reposição pronta a ser feita, é uma parceria muito importante, gosto de ressaltar que o José Guilherme desde o primeiro se colocou à disposição e se interessou bastante”.











































