Após passagem pela Bahia, o “Festival de Impressos Indígenas” desembarca na capital federal de 20 de agosto a 30 de setembro de 2026, na Casa da Cultura da América Latina da UnB (CAL/UnB). A abertura oficial acontece no dia 20 de agosto, às 19h, reunindo exposição, debates, lançamento de publicações e oficinas formativas gratuitas.
Sob o tema “Festival de Impressos Indígenas”, o evento adota o formato de feira-festival e consolida-se como um espaço vital para a expansão da criatividade, da memória e da resiliência originária, servindo como vitrine para a rica e diversificada produção intelectual e artística indígena do país.
Protagonismo de Mato Grosso: audiovisual Manoki/Myky e cosmologia Boe Bororo
A presença do Mato Grosso ganha posição central na 3ª Mostra Etnomídia Indígena através de obras e conceitos que traduzem a força da arte e da preservação territorial do estado.
Um dos grandes destaques da programação é a participação do Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky (MT). Reconhecido pela forte atuação no uso da linguagem audiovisual para o fortalecimento cultural, documentação de saberes tradicionais e defesa dos direitos territoriais dos povos Manoki e Myky, o coletivo apresenta produções que reafirmam a autoria e a autonomia narrativa dos povos originários de Mato Grosso.
A influência mato-grossense também estrutura o próprio espaço físico da exposição. O conceito expográfico foi co-criado por Libério Uiagumeareu (do povo Boe Bororo, de MT), ao lado de Naine Terena e Gustavo Caboco. A arquitetura da mostra foi projetada para espelhar a organização social e geográfica de uma aldeia Boe Bororo, materializando o espaço “Pa Muga” como uma tradução viva da cosmologia e da territorialidade indígena.
Arte, memória e resistência política
Além das contribuições de Mato Grosso, a exposição reúne obras de criadores de diversas regiões, como Isaías Miliano (Macuxi/Patamona), com cerca de 35 anos de carreira, o artista plástico apresenta tecidos e painéis que resgatam registros rupestres ancestrais, sob a proteção simbólica do Pajé Cara Branca, denunciando as pressões e ameaças sobre os povos originários.
Já o Painel “Jegua Marangatu” (Grafismo Sagrado) é uma criação coletiva dos artistas Guarani Miguela Moura e Edson Benites (Jepa Filho). O Coletivo REMBYAPÓ (ES) traz produções do sudeste do país.
Durante todo o período do evento, a Livraria Maracá estará comercializando títulos literários, impressos e materiais gráficos produzidos por autores e artistas originários de todo o Brasil, fortalecendo a economia solidária e criativa.
Programação de atividades formativas
A mostra oferece oficinas voltadas ao fortalecimento e à sustentabilidade do mercado de arte e literatura indígena:
- 21 de agosto de 2026 (14h às 17h): Oficina 1 – Comunicação para Vendas e Posicionamento de Produtos Indígenas
- 25 de agosto de 2026 (14h às 16h): Oficina 2 – Precificação de Obras Indígenas
- 25 de agosto de 2026: Oficina 3 – Mercado para Obras Literárias e Artes Indígenas
Serviço
- Evento: 3ª Mostra Etnomídia Indígena – Etapa Brasília
- Abertura Oficial: 20 de agosto de 2026, às 19h
- Período da Exposição: De 20 de agosto a 30 de setembro de 2026
- Local: Casa da Cultura da América Latina da UnB (CAL/UnB)
- Endereço: SCS Q. 4, Bloco A, Lote 170 – Asa Sul, Brasília – DF (CEP: 70304-910)
- Entrada: Gratuita
- Realização / Produção: Oráculo Comunicação, Educação e Cultura (Contemplada pela Seleção Petrobras Cultural / Lei Rouanet / MinC)
- Mais informações: oraculocomunica.com.br/etnomidia26/






























