|
Ortopedista explica como a perda rápida de peso sem fortalecimento adequado pode comprometer a mobilidade e a saúde das articulações
Belo Horizonte, 27 de julho de 2026 — O uso de medicamentos para emagrecimento rápido tem se popularizado cada vez mais como uma ferramenta no combate à obesidade e ao sobrepeso. No entanto, o foco exclusivo nos números da balança esconde um perigo da perda acelerada de massa muscular, que muitas vezes passa despercebido. Esse efeito, quando não monitorado, afeta diretamente a sustentação do corpo, sobrecarregando ossos e articulações.
O impacto na composição corporal durante esses tratamentos tem sido comprovado pela ciência. Uma revisão sistemática recente, publicada na base de dados científica Elsevier, analisou 22 ensaios clínicos e apontou que a perda de massa magra representa cerca de 25% do peso total eliminado por pacientes que utilizam agonistas de GLP-1. O estudo revelou ainda que os princípios ativos mais procurados e eficazes para a perda de gordura, como a semaglutida e a tirzepatida, estão justamente entre os que menos preservam a musculatura.
O cenário exige a mesma atenção para as cirurgias bariátricas. Um estudo conduzido pela PUC Campinas acompanhou a evolução corporal de pacientes operados e identificou que essa degradação muscular é aguda no início do processo, em que logo no primeiro mês após a cirurgia bariátrica, os pacientes registraram uma diminuição média de 5,6 kg apenas de massa magra, o que representou uma queda de 8,5% em relação aos valores iniciais antes mesmo dos dados se estabilizarem nos meses seguintes.
Para evitar que o tratamento para emagrecer se transforme em um problema de mobilidade no futuro, o acompanhamento médico e a adaptação da rotina de exercícios são fundamentais. O médico Marcos Laube, coordenador de Ortopedia do Hospital Orizonti, alerta para as consequências da perda de peso sem o devido suporte estrutural do corpo. Confira abaixo cinco riscos e cuidados essenciais para quem faz uso desses medicamentos:
Sobre o Hospital Orizonti O Hospital Orizonti faz parte do Grupo Orizonti, fundado pelos médicos Amândio Soares Fernandes Júnior e Roberto Porto Fonseca – tendo como sócios os doutores Ernane Bronzatti e Marcelo Guimarães, conta com mais de 250 leitos, centro cirúrgico completo, além de centro de medicina nuclear e de diagnóstico por imagem, centro de transplante de medula óssea (TMO) e radioterapia. São mais de 55 especialidades disponíveis, entre elas neurologia, oncologia, ortopedia e cardiologia. O edifício bioclimático possui jardins internos e um dos maiores telhados verdes da América Latina – mais de 7 mil metros quadrados. Cercado pelas montanhas da Serra do Curral, integrado ao meio ambiente, tem vista panorâmica para Belo Horizonte (MG).
Informações à Imprensa – JeffreyGroup Pedro Ramos |
































