A tecnologia avança a passos largos, e a inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta indispensável em diversas áreas, incluindo a digitalização dos processos de emissão de cidadania europeia. Para se ter uma ideia, segundo a Embaixada Italiana, cerca de 15% da população brasileira é formada por descendentes de italianos, ou seja, mais de 30 milhões de pessoas possuem direito à dupla cidadania do país europeu. Sendo assim, a complexidade e a burocracia envolvidas nesses processos tornam a IA uma aliada poderosa, capaz de otimizar, acelerar e tornar mais eficiente a análise e a concessão de cidadania.
Visto que os processos de obtenção de cidadania europeia são marcados por uma grande burocracia, envolvendo a coleta de documentos, validações, traduções e verificações de antecedentes, a IA tem o potencial de reduzir significativamente essas burocracias. Os algoritmos podem, por exemplo, digitalizar e validar documentos, verificar a autenticidade de certidões e outros registros, além de garantir que todas as etapas sejam cumpridas de forma adequada e eficiente.
Sem contar que a agilidade é um dos principais benefícios proporcionados pela tecnologia. Com a automatização de processos, o tempo de análise e concessão de cidadania podem ser drasticamente reduzidos. Sistemas de IA podem processar grandes volumes de dados em frações de segundos, identificar padrões e inconformidades de forma muito mais rápida que os seres humanos, e, assim, acelerar a decisão final. Isso é especialmente vantajoso em países com grande demanda por cidadania europeia, como Portugal e Itália, que têm visto um aumento significativo no número de brasileiros solicitando cidadania.
Além disso, a digitalização dos processos também traz mais transparência e acessibilidade, ou seja, os clientes podem acompanhar o andamento de suas solicitações em tempo real, além de terem ajuda do chatbot, que pode fornecer respostas a perguntas frequentes e orientar os solicitantes sobre os documentos necessários e os procedimentos a serem seguidos, tornando o processo mais claro e acessível.
Por fim, o processo de cidadania tem muitas etapas e por meio de agência e na embaixada brasileira podemos encontrar casos em andamento há pelo menos uma década. A tecnologia chega com o objetivo de agilizar o processo e oferecer comodidade para o cliente, seja na busca de documentos, pesquisa de árvore genealógica e protocolando o pedido direto no país da cidadania.
*Rafael Gianesini é CEO e co-fundador da Cidadania4U – primeira empresa brasileira criada com o objetivo de auxiliar pessoas a obter a cidadania europeia de forma transparente e prática e em um ambiente 100% online.































