Histórias como a de Antônio Edisso Maia refletem um movimento crescente de pessoas acima dos 50 e 60 anos que buscam intercâmbio como forma de aprendizado, autonomia e redescoberta pessoal
São Paulo, junho de 2026 – Aos 73 anos, o professor aposentado Antônio Edisso Maia decidiu fazer algo que muitos associam apenas à juventude: embarcar para um intercâmbio internacional. Em outubro de 2025, ele deixou Fortaleza e passou um período em Malta para estudar inglês e viver uma imersão cultural em outro país.
A decisão surgiu de um desejo antigo. “Sempre tive curiosidade de conhecer outras culturas e aprender um novo idioma, mas por muito tempo achei que talvez já não fosse mais o momento. Fazer um intercâmbio nessa fase da vida mudou completamente minha forma de enxergar o mundo”, conta.
Durante o período fora do país, Maia precisou lidar com situações novas: comunicar-se em outra língua, adaptar-se a uma rotina diferente e conviver com pessoas de diversas nacionalidades. Desafios que, segundo ele, acabaram se transformando em oportunidades de crescimento pessoal.
“Estar em outro país me tirou da zona de conforto. Precisei exercitar a paciência, a autonomia e a confiança em mim mesmo. Foi uma vivência que ampliou minha visão de mundo”, afirma.
Histórias como a de Maia refletem um movimento que começa a ganhar força: cada vez mais adultos, inclusive acima dos 60 anos, têm buscado vivências internacionais como forma de aprendizado, desenvolvimento pessoal e ampliação de horizontes culturais.
Se antes o intercâmbio era associado principalmente à juventude ou ao início da carreira, hoje ele também passa a fazer parte dos projetos de vida de pessoas que desejam explorar novos caminhos em diferentes fases da vida.
Segundo Renata Bueno, Diretora Geral da Experimento Intercâmbio Cultural, esse movimento acompanha mudanças na forma como o aprendizado é encarado ao longo da vida.
“Hoje entendemos o desenvolvimento pessoal e profissional como um processo contínuo. Muitas pessoas chegam à maturidade com maior estabilidade e liberdade para investir em projetos que antes ficaram em segundo plano. O intercâmbio passa a ser uma forma de ampliar repertório, estimular autonomia e viver novas descobertas”, explica.
Para muitos adultos, o intercâmbio surge como uma oportunidade concreta de redescoberta, ao proporcionar contato direto com novos estilos de vida e ampliar perspectivas pessoais e profissionais. Esse movimento reflete uma mudança mais ampla na sociedade: o aprendizado deixa de estar concentrado em uma fase específica da vida e passa a ser contínuo. No Brasil, 81% dos adultos se consideram “aprendizes ativos”, índice superior ao de países como Estados Unidos e Reino Unido.
Ao se permitir vivenciar o novo, o intercambista amplia repertórios e fortalece a autoconfiança. Situações simples do dia a dia, como se comunicar em outro idioma ou construir novas relações, ganham um peso transformador. Histórias como a de Antônio Maia mostram que curiosidade e disposição para aprender não têm relação com idade, mas com escolha.
Para o professor, a vivência em Malta deixou aprendizados que vão além do idioma. “Mais do que aprender inglês, o intercâmbio me trouxe um novo olhar sobre a vida. Voltei com mais entusiasmo, mais curiosidade e com a certeza de que sempre podemos encontrar novos propósitos, independentemente da idade”, afirma.
Ao evidenciar trajetórias como essa, o intercâmbio passa a ser entendido não apenas como uma etapa educacional, mas como uma vivência possível em diferentes momentos da vida.
Sobre a Experimento Intercâmbio Cultural
Com mais de 60 anos de atuação no Brasil, a Experimento Intercâmbio Cultural é referência em educação internacional e vivências formativas no exterior. Presente no país desde 1964, a empresa atua com foco no preparo, no acompanhamento e no cuidado integral do estudante ao longo de toda a vivência internacional. Marca da CVC Corp desde 2016, a Experimento defende o intercâmbio como um processo educativo que vai além do aprendizado do idioma, contribuindo para o desenvolvimento cultural, emocional e humano dos participantes.



































