Aposentada por invalidez, L.A. da S. recebe atendimento home care, que também obteve com o auxílio da Defensoria, há oito anos, e precisa do Canabidiol para o tratamento da doença
Por Alexandre Guimarães Arquivo/DPMT
L.A. da S., aposentada por invalidez, precisa do Canabidiol 20 mg/ml para o tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA)
No último sábado (2), durante o plantão, a Justiça acatou o pedido da Defensoria Pública de Mato Grosso e determinou que o Estado forneça o medicamento Canabidiol 20 mg/ml para L.A. da S., 59 anos, diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em 2015.
De acordo com a família, que reside em Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá), cada caixa do remédio custa cerca de R$ 270 e dura aproximadamente 20 dias, ou seja, são necessárias duas caixas (R$ 540) para completar o mês.
Esse valor é muito elevado para L.A. da S., que trabalhou por 28 anos como técnica de enfermagem, mas teve que se aposentar por invalidez, com renda mensal aproximada de R$ 1.700.
Com isso, a família buscou o fornecimento do remédio na farmácia de alto custo, com a prescrição médica, mas foi informada que o produto, formulado a partir do substrato da planta Cannabis sativa, não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Ela está acamada há oito anos. Uma vez ficou sem o medicamento e relatou queimação, dor nas costas, ficou muito ansiosa. Essa doença paralisa o corpo, mas a mente continua intacta”, relatou K.V. da S., filha e representante legal da aposentada.
Essa não foi a primeira vitória da família na Justiça, com o apoio da Defensoria Pública. Assim que recebeu o diagnóstico de ELA, a família buscou o auxílio do órgão para conseguir o atendimento home care, com todos os equipamentos e equipe multidisciplinar.
“Digo para todos que precisam para procurar a Defensoria porque, graças a Deus, todas as vezes que a gente precisou, a Defensoria nos ajudou. Na primeira vez, conseguimos o home care. Demorou só quatro meses, foi um processo muito rápido. Depois, a gente conseguiu também que não cortasse a energia elétrica se não pudesse pagar”, revelou a filha.
Diretoria de Imprensa e Comunicação da DPMT

































