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Arquiteto fazia reconhecimento de área para registrar filtro natural do Pantanal

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Kongjian seria personagem central do documentário Planeta Esponja.

Por Thailla Torres

arquiteto paisagista e urbanista chinês Kongjian Yu, professor da Universidade de Pequim.(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Chamado de criador das “cidades-esponja”, o arquiteto chinês Kongjian Yu que morreu acidente aéreo em Mato Grosso do Sul viajou ao Pantanal para estudar como o bioma funciona como filtro natural da água e também ser personagem central do documentário Planeta Esponja.

O arquiteto e conselheiro federal do CAU/MS, Carlos Lucas Mali, contou que esteve com Kongjian Yu em duas ocasiões, a última delas na sexta-feira após uma conferência internacional em Brasília. “Estive com ele na sexta-feira à noite e ele me disse que no dia seguinte iria ao Pantanal, acompanhado de um cinegrafista, para fazer um reconhecimento de área. Para ele, o Pantanal também é uma ‘esponja natural’ e a ideia era produzir um estudo e uma reportagem sobre isso”, disse.

Segundo o conselheiro, a expectativa era de que o arquiteto retornasse a Campo Grande nesta segunda-feira para dar continuidade às conversas. “Infelizmente não houve tempo. Ele morreu junto com o cinegrafista, e ainda não sabemos se captaram algum materia e se estava no avião”, afirmou.

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Para Carlos, a perda é irreparável. “Hoje, em termos de estudos de impacto para as mudanças climáticas, ele era o arquiteto com maior conhecimento no mundo. Além disso, era uma pessoa extremamente simples, simpática e generosa, com uma visão fantástica sobre o tema. O trabalho dele era fundamental para compreender como ecossistemas, como o Pantanal, podem se comportar diante dos extremos climáticos que estamos vivendo, como as enchentes no Rio Grande do Sul”, destacou.

Luis Hildebrando Paz (Conselheiro Federal pelo CAU/TO); arquiteto e urbanista chinês Kongjian Yu e Carlos Mali (Conselheiro Federal pelo CAU/MS)
Também morreram no acidente os documentaristas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr., que seriam os responsáveis pelas filmagens sobre o trabalho do arquiteto.

A obra era uma produção da Olé Produções, empresa da qual Luiz Ferraz era sócio. A proposta era acompanhar, em campo, como o conceito de cidades esponja pode reduzir enchentes, melhorar a qualidade da água e trazer áreas verdes de volta às cidades. A ideia central era mostrar caminhos práticos, não apenas o problema.

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Em março de 2025, em entrevista ao portal Hola Fujian durante um festival de documentário na China, Luiz Ferraz explicou o tom do projeto. Segundo ele, não seria um filme sobre o fim do mundo. A proposta era apresentar soluções…. veja mais em https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/arquiteto-que-morreu-em-ms-estudava-o-pantanal-como-esponja-natural

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