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Bioestimulantes contra estresse ajudam a elevar produtividade da soja para 138,97 sacas por hectare

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Consultor Dheividy Fernandes revela os fatores que o levaram a ser vencedor nacional da categoria Irrigado do Desafio do CESB

Extrair o potencial genético máximo da soja exige precisão técnica e rigor operacional. Essa realidade ficou evidente no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), no qual a Fazenda Lago Bonito, localizada em Mundo Novo (GO), sagrou-se campeã nacional na categoria Irrigado. A propriedade atingiu a impressionante marca de 138,97 sacas por hectare, servindo como uma verdadeira vitrine de inovação para a sojicultura brasileira.

Entre os principais fatores que impulsionaram o resultado, destaca-se o foco estratégico em nutrição avançada e fisiologia vegetal. O uso de bioestimulantes para a redução de estresse desempenhou um papel determinante na proteção e no desenvolvimento da lavoura nas fases mais críticas do ciclo produtivo.

De acordo com o consultor Dheividy Fernandes, responsável técnico pela conquista, as soluções biológicas e o equilíbrio nutricional foram indispensáveis para sustentar a planta. “A escolha de uma cultivar de alto teto produtivo, adequada à época de plantio, foi o primeiro passo. Em seguida, associamos o equilíbrio nutricional via solo e foliar ao uso de bioestimulantes. Essa estratégia foi crucial para mitigar os picos de estresse térmico e hídrico em fases críticas, que vão do florescimento ao enchimento de grãos (R1 a R5.5)”, explica Fernandes.

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Para que os bioestimulantes e a genética expressassem a máxima eficiência, o manejo do solo recebeu atenção rigorosa. O consultor aponta que a alta produtividade exige uma exploração profunda do perfil da terra.

“Trabalhamos fortemente na descompactação e na correção em profundidade por meio de calagem e gessagem. O objetivo foi eliminar o alumínio tóxico e disponibilizar cálcio nas camadas inferiores. Isso permitiu o desenvolvimento de raízes profundas, aumentando a absorção de água e nutrientes, o que deu sustentação a um elevado número de vagens por planta”, detalha.

Outro pilar decisivo para o título nacional foi a obsessão pela qualidade do plantio e a proteção fitossanitária preventiva. No campo, o monitoramento constante blindou o terço inferior da soja contra pragas como percevejos, lagartas e tripes, além de combater doenças como a mancha-alvo e a podridão de grãos. O manejo utilizou a associação de fungicidas sítio-específicos e multissítios desde o estágio vegetativo, além de defensivos seletivos e biológicos para preservar os inimigos naturais.

Para Fernandes, o Desafio do CESB vai além da premiação, funcionando como uma ferramenta de evolução para todo o setor. “O comitê é fundamental porque quebra os tetos produtivos e mostra o real potencial da cultura no país”.

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“O desafio funciona como um ‘raio-X’ da fazenda, pois força o ajuste fino de cada processo — da velocidade e profundidade da semente na semeadura até o timing rigoroso de aplicação no campo. A participação nos força a refinar a gestão e gera aprendizados práticos que depois escalamos para toda a nossa área comercial, provando que produzir mais na mesma área é o caminho mais sustentável e rentável para a sojicultura”, finaliza o campeão nacional.

O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 26 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, SIMBIOSE, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Jacto, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.

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