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Bom dia, queridos leitores do Poconé online

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Ainda estamos aqui, tentando expor aquilo que observamos em longa convivência com os ribeirinhos do Rio Paraguai e com todos que eventualmente por ali passaram.

Muitos ainda me enviam tudo que lhes cai às mãos sobre o Pantanal, que entendem poder me auxiliar a embasar minhas observações empíricas baseadas no entendimento comum sobre as ocorrências do dia a dia.

Mas observo com pesar que estamos nos tornando repetitivos como um velho sistemático, muitas vezes irascível ja que embasados em conclusões científicas que muitas vezes chegam a comprovar parte ou o total daquilo que vemos, ouvimos falamos e escrevemos sobre o Pantanal.

Sinto-me homenageado quando algumas expressões recebidas desdenhosamente no início que terminaram se incorporando ao linguajar comum, destaco o boi bombeiro, imortal criação do Professor Pott, fogo de turfa, fogo de subsolo, fogo amigo, fogo inimigo, fogo malicioso, fogo espantalho e por último mas não em último o triunfo moral do fogo de bola ou fogo de roda, manifestação milenar da cultura dos filhos da mãe do fogo do Pantanal, agora entendido como benfazejo fogo preventivo, único manejo capaz de impedir que o fogo que nos alimenta todos os dias , se tornem incêndios descontrolados.

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Entretanto, os órgãos com atribuição de comando e controle continuam a se deixar envolver por narrativas que pretendem impor aos pantaneiros mudanças de cunho jurídico e legal.

Por conta de uma pretensa catástrofe climática, querem impor ao Brasil um mutirão ambiental com regras definidas do exterior para executar metas estratégicas que eles formularam, mas nem cogitam em cumprir.

Sofremos no Pantanal de decisões que visam que suportemos, através de uma pretensa justiça ambiental e uma litigância climática para nós impor os custos de responsabilização, prevenção e reparação de danos devido a condução inadequada de políticas públicas que insistem em manter no Pantanal.

Que por aqui, as commodities ambientais tipo Cotas para Compensação de Reserva Legal, PSA, Crédito de Carbono, sejam utilizadas prioritariamente pelos proprietários privados do Pantanal, não como reserva de mercado cartorial por áreas de ONGs, RPPNs, Parques e reservas implantadas como investimento.

“-Quem disto cuida, disto usa! ” que essa advertência dos antigos nos ajude, podemos ser até vítimas, mas a vitimização pode estar sendo usada, no momento, contra nós…

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Cordial abraço pantaneiro do

Armando Arruda Lacerda
Porto São Pedro

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