Da Redação – Rodrigo Costa
Foto: Olhar Direto
Parentes e amigos levaram flores e acenderam velas em homenagem aos que partiram. Dentro do cemitério, uma missa foi celebrada. Entre os presentes estava Clarissa Barini, 41, funcionária pública, que visitou o túmulo de seu pai, falecido há um ano.
“Esse ano, por exemplo, eu fiz um buquê de flores. Às vezes eu trago peças de cerâmica, velas diferentes que é que ele gosta. Meu pai era católico e espírita, então ele gostava desses rituais”, contou.
Ela contou que o pai não teve tempo de decidir entre ser cremado ou enterrado, então ele acabou sendo enterrado junto com os pais. “Eu quero sempre manter esse ponto dos antepassados”.
“Eu escrevo bastante sobre o meu pai em uma rede social. Ele era a minha conexão com a vida. É a pessoa pela qual eu olhava e eu conseguia me enxergar inteira em qualidades e defeitos. É difícil você ter que viver pensando como que aquele pessoa está e o que está fazendo agora, se continua sendo igual a mim nos mesmos defeitos e mesmas qualidades., Mas eu não tenho dúvida de que quando acaba a gente se encontra, e vem de novo e de novo e de novo juntos”, disse emocionada.

No Cemitério Parque Cuiabá, parentes e amigos também prestaram homenagens aos seus entes queridos, realizando pequenas manutenções e limpezas de jazigos e levando flores.
Dona Guiomar Ferreira, de 74 anos, foi uma das que visitaram o local, para homenagear seu filho Marcos José dos Santos, que faleceu aos 11 anos em 1988 vítima de um acidente. Ela disse que cumpre esse ritual todos os anos.
“Todo ano é sagrado. A memória dele nunca sai, sempre fica na mente. Conforme a gente lembra dos fatos a gente chora. A gente não espera”, relata também emocionada.

Natural do Paraná, dona Guiomar revelou que escolheu permanecer em Cuiabá porque seu filho foi enterrado lá, apesar de seus filhos insistirem para que ela retornasse para a sua terra natal.
“Quando ele faleceu, meus filhos falaram ‘mãe, volta pro Paraná’. Mas eu não trouxe meu filho para ser enterrado aqui. Se ele ficou aqui, eu vou ficar aqui também. Apesar que ele não estava comigo, mas eu não trouxe ele para ser enterrado aqui. Eu estando aqui, pelo menos todo ano eu posso visitar o túmulo dele. “Todo mundo tem que passar por isso e a gente fala que aceita, mas no fundo, no fundo, não aceita não”.

































