Com danças típicas, roupas tradicionais, decoração temática e uma entrada marcada por música e coreografia, a festa chamou atenção por mostrar costumes que ainda surpreendem muita gente no Brasil.
Um casamento realizado no último sábado (4), em Cuiabá, transformou a celebração de união em um verdadeiro mergulho na cultura libanesa. Com danças típicas, roupas tradicionais, decoração temática e uma entrada marcada por música e coreografia, a festa chamou atenção por mostrar costumes que ainda surpreendem muita gente no Brasil.
Os noivos são Samir Fares, de descendência libanesa, e Adriely Aguiar, brasileira. A celebração reuniu familiares de Mato Grosso, de outras cidades do país e também parentes que vivem no Canadá. Quem contou detalhes ao Primeira Página foi o primo do noivo, Dhyego Kassen Fares.
A festa preservou tradições da família do noivo, sem deixar de valorizar as raízes brasileiras da noiva. O resultado foi uma mistura cultural marcada por ritmos, símbolos e momentos que deram à cerimônia um clima diferente dos casamentos mais tradicionais realizados no Brasil.
Um dos pontos altos foi a dança típica libanesa. Os dançarinos vieram de fora para participar da celebração e conduziram momentos de grande impacto visual, especialmente na entrada dos noivos. Com música, passos marcados e interação com os convidados, a chegada do casal ao salão ganhou ares de espetáculo.

Os vídeos da festa mostram cenas pouco comuns para quem está acostumado apenas aos formatos mais tradicionais de casamento no país. A dança, as vestimentas e a energia dos convidados revelam uma parte da cultura libanesa que, muitas vezes, aparece pouco até mesmo na televisão ou nas novelas brasileiras.
Como o noivo segue o islamismo, no sábado houve a cerimônia civil, conduzida por um juiz de paz, e a festa para os convidados. Antes disso, no dia 2, o casal participou de uma cerimônia religiosa islâmica conduzida pelo Sheikh Abdusallam Almansori, de São Paulo.

A dança tradicional também esteve presente em dois momentos: durante a cerimônia religiosa e na entrada triunfal dos noivos na recepção. Em ambos, a proposta foi valorizar a tradição familiar e celebrar a união dentro dos costumes preservados pela comunidade libanesa.
A noiva não precisa se converter ao islamismo por se casar com um homem de origem libanesa. No caso de Adriely, a conversão ocorreu por decisão pessoal, de forma livre e consciente.
Além da beleza estética, a festa chamou atenção por evidenciar a presença da cultura libanesa em Cuiabá. A celebração mostrou como tradições familiares atravessam gerações, se mantêm vivas longe do país de origem e dialogam com costumes brasileiros.


































