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Cavalhada de Poconé celebra tradição centenária e reúne autoridades em grande festa cultural

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O município de Poconé, no coração do Pantanal mato-grossense, viveu neste sábado (5) mais uma edição emocionante da tradicional Cavalhada, manifestação cultural que há mais de um século encanta moradores e visitantes com sua mistura de religiosidade, folclore e teatralidade.

O evento, que já se consolidou como um dos maiores símbolos da cultura popular da região, contou com a presença de diversas autoridades municipais e estaduais, entre elas o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortollin, e os deputados estaduais Paulo Araújo (PP) e Beto Dois a Um (PSB). Também participaram o prefeito Tatá Amaral, vereadores, secretários e lideranças locais.

A Cavalhada tem origem nas festas medievais ibéricas e foi trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses. Em Poconé, ela se firmou como parte do calendário cultural e religioso da cidade, sendo realizada anualmente como parte das comemorações em homenagem a São Benedito, padroeiro do município. O espetáculo representa a simbólica batalha entre mouros e cristãos — uma encenação que mescla elementos históricos e religiosos com forte apelo visual, graças aos trajes coloridos, cavalos enfeitados e coreografias cuidadosamente ensaiadas.

Durante a festa, cavaleiros divididos em dois grupos — os “mouros” e os “cristãos” — simulam confrontos a cavalo em um enredo que celebra a vitória da fé cristã, simbolizada pela reconquista de Jerusalém. O momento é marcado por emoção, fé e a participação ativa da comunidade, que vê na Cavalhada uma herança preservada por gerações.

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O presidente da AMM, Leonardo Bertollin, destacou o valor da cultura tradicional para a identidade dos municípios. “A Cavalhada de Poconé é uma verdadeira joia da nossa cultura. Eventos como esse precisam ser valorizados, pois representam a alma do povo mato-grossense. É emocionante ver o envolvimento da comunidade e a força dessa tradição que atravessa os séculos”, afirmou.

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O deputado Paulo Araújo também exaltou o evento. “Poconé dá um exemplo de como é possível preservar a cultura popular com orgulho e organização. A Cavalhada é mais do que um espetáculo, é um símbolo da resistência cultural do nosso Estado”, declarou.

Para Beto Dois a Um, que tem atuação destacada nas áreas da cultura e turismo, a Cavalhada é uma vitrine para o potencial turístico de Mato Grosso. “É um evento que emociona, atrai visitantes e gera oportunidades para o município. É essencial continuar fomentando e divulgando essa riqueza para todo o Brasil”, disse.

A edição deste ano também foi marcada por apresentações culturais, feira de artesanato e gastronomia típica, consolidando a Cavalhada como um dos principais atrativos turísticos e culturais do interior de Mato Grosso. A prefeitura estima que centenas de pessoas participaram da programação, fortalecendo o sentimento de pertencimento e orgulho entre os moradores.

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Um dos momentos mais aguardados do evento foi a participação da Princesa da Cavalhada 2024, que desfilou ao lado dos cavaleiros, encantando o público presente. Ela representa a figura da nobreza cristã, símbolo de fé, beleza e tradição na narrativa folclórica encenada todos os anos.

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A presença da princesa no enredo reforça o caráter simbólico da festa, que vai além do espetáculo visual e carrega valores históricos e religiosos profundamente enraizados na cultura do Pantanal.

Mouros e Cristãos: tradição viva no coração do Pantanal

Na Cavalhada, os participantes se dividem em dois grupos: cristãos, geralmente vestidos de azul, e mouros, com figurinos vermelhos. A encenação representa batalhas históricas entre os dois povos durante as Cruzadas, ressignificadas no Brasil como parte do sincretismo religioso e da cultura popular.

O Exército Mouro, tem papel essencial na encenação. Com trajes coloridos, cavalos decorados e movimentos coreografados, os cavaleiros recriam episódios simbólicos que culminam na vitória do grupo cristão — que tradicionalmente representa a fé católica e a devoção a São Benedito em Poconé.

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