Moradora que fez o registro das aves acredita que elas foram mortas a tiros. Já o Corpo de Bombeiros disse as aves morreram após serem atropeladas.
Cinco araras-canindé, espécie considerada símbolo do Pantanal, foram encontradas mortas nesta segunda-feira (29), na MT- 070, em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá. A moradora Mônica Fin, que passava pelo local, registrou as aves caídas na rodovia.
Ao g1, Mônica contou que, pelo estado que encontrou as araras, ela acredita que as aves foram mortas a tiros. No entanto, os bombeiros acreditam que tenha sido por atropelamento.
“Meu coração fica dilacerado de ver tanta maldade do ser humano em fazer isto com um animal que é símbolo do nosso Pantanal. Quando as encontrei, elas ainda estavam ainda com sangue vivo”, disse Mônica.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as araras podem ter sido atropeladas na rodovia, pois costumam ficar em bando na beira das estradas comendo milhos e, geralmente, com a aproximação de veículos, elas se assustam, voam sem direção e acabam sendo atingidas pelos veículos.
O g1 procurou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) para saber se as mortes estão sendo investigadas como crime ambiental, que disse não ter recebido nenhuma informação sobre o caso.
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As aves foram achadas na beira da MT- 070 — Foto: Mônica Fin
O que diz a lei
Segundo o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente pode ser penalizado com prisão de seis meses a um ano, além de pagamento de multa.
A pena pode ficar maior ainda se o crime ocorrer, entre outros pontos, durante a noite e com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa.
🦜Arara-canindé
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Arara-canindé, carinhosamente chamada de Serena, que conquistou fãs após começar a ‘praticar’ o esporte radical rafting — Foto: Reprodução
A arara-canindé tem a plumagem com cores semelhantes a da bandeira do Brasil. A ave, que também é conhecida como arara-de-barriga-amarela ou simplesmente arara-amarela, está ameaçada de extinção.
Uma das razões é o fato dela se deslocar a grandes distâncias durante o dia, entre os locais de descanso e de alimentação e ser, por isso, considerada uma presa fácil.
A arara-canindé costuma fazer ninhos em buracos em troncos, onde põem ovos. Os filhotes permanecem no ninho até a décima terceira semana, período no qual são alimentados pelos pais que regurgitam o alimento nos bicos.
https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/
































