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Clima ganha papel estratégico na operação do sistema elétrico e impulsiona ações de prevenção

CUIABA/ MATO GROSSO / BRASIL (07.01.2026) - Energisa - Sede administrativa. Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

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–  Uso de meteorologia, inteligência artificial e dados para antecipar eventos climáticos e reduzir impactos no fornecimento.

– Cerca de 60% das ocorrências entre 2023 e 2025 foram provocadas por raios.

– Plano de contingência reforça equipes e recursos para agilizar a resposta durante eventos climáticos.

Foto: Energisa

Juliana Bino – Analista de Comunicação da Energisa Mato Grosso /

Robson Boamorte – Analista de Comunicação da Energisa Mato Grosso /

Lorena Segala – BP (gestora) de Comunicação da Energisa Mato Grosso /

Os impactos do El Niño aceleram a transformação das distribuidoras de energia, que passa a integrar meteorologia e gestão de risco à rotina operacional

A operação de uma distribuidora de energia começa muito antes de uma ocorrência ser registrada em campo. Por trás do fornecimento de energia, há um planejamento contínuo que envolve monitoramento da rede, inteligência operacional e preparação das equipes. Nesse processo, a previsão do tempo passou a ocupar um papel estratégico diante da intensificação dos eventos climáticos extremos.

A Energisa Mato Grosso, vêm aprimorando seus modelos de prontidão com o uso de meteorologia, ciência de dados, inteligência artificial, protocolos de contingência e comunicação de crise. A estratégia busca antecipar riscos, preparar recursos e reduzir os impactos de eventos que podem comprometer o fornecimento de energia para milhares de clientes em poucos minutos.

A influência do clima sobre o sistema elétrico é cada vez mais evidente. Entre 2023 e 2025, uma parcela significativa das ocorrências registradas nas concessões do Grupo Energisa esteve relacionada a fenômenos climáticos. Desse total, cerca de 60% foram provocadas por raios.

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Embora a análise dos riscos meteorológicos já faça parte dos planos de contingência da companhia há anos, a severidade dos eventos recentes ampliou a necessidade de ferramentas de monitoramento e antecipação. Alertas meteorológicos, históricos de danos, mapas de vegetação e áreas mais expostas a ventos, queimadas e alagamentos são utilizados para orientar decisões como o reforço de equipes, o deslocamento preventivo de materiais, a priorização de manutenções e a comunicação antecipada com clientes e autoridades.

“O clima passou a ser uma variável crítica para a operação do sistema elétrico. Hoje, as distribuidoras precisam antecipar cenários, monitorar riscos e responder rapidamente a eventos que podem afetar milhares de clientes em poucos minutos”, afirma Gioreli de Sousa Filho, vice-presidente de Redes do Grupo Energisa.

Na Energisa, a preparação é coordenada por um Comitê Interfuncional que reúne áreas como Operação, Manutenção, Suprimentos, Logística e Comunicação. O grupo é responsável por manter em funcionamento o Plano de Contingência Operacional, que inclui simulados para testar a capacidade de resposta das diferentes áreas da empresa.

O Centro de Operação Integrada (COI), cruza informações operacionais e meteorológicas em tempo real. A partir desses dados, é possível identificar potenciais vulnerabilidades, posicionar equipes de forma preventiva e organizar planos de ação antes da chegada de tempestades ou frentes frias.

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Em períodos de El Niño, a estrutura técnica e operacional também é ajustada e reforçada. O planejamento estratégico prevê mais de 100 ações preventivas, entre elas a antecipação de manutenções e substituições de ativos da rede, o remanejamento de carga, o reforço dos estoques de equipamentos e peças e a intensificação da comunicação com o poder público.

“O desafio não é apenas restabelecer o fornecimento depois de um evento climático. É chegar antes, com equipes, protocolos e informações preparados para reduzir o impacto sobre a população. Quanto maior a capacidade de antecipação, mais eficiente é a resposta”, destaca Gioreli.

A integração entre tecnologia e equipes de campo também é fundamental durante as ondas de calor. Em períodos de temperaturas elevadas, o consumo de energia aumenta, pressionando a demanda e exigindo o monitoramento da rede em tempo real, especialmente nos grandes centros urbanos.

Se, no passado, a confiabilidade do sistema elétrico dependia principalmente da robustez dos ativos físicos, hoje ela também está diretamente relacionada à capacidade de interpretar riscos, antecipar cenários e mobilizar recursos de forma coordenada. A resiliência do sistema é resultado da combinação entre infraestrutura, inteligência de dados e agilidade operacional.

“Mais do que distribuir eletricidade, nosso desafio é combinar tecnologia, proximidade e transparência para garantir um sistema resiliente em um ambiente onde o clima se tornou central para a operação”, finaliza o vice-presidente.

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