“O planeta celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente no momento em que a cogeração passa de 10% da matriz elétrica brasileira com eficiência superior a 90%, exemplo de desenvolvimento sustentável”, diz Newton Duarte, presidente-executivo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen). Celebrada em 5 de junho, a data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, para ampliar a conscientização global sobre a preservação dos recursos naturais, anteriormente vistos muitas vezes como inesgotáveis. Mais de cinco décadas depois, a discussão sobre sustentabilidade segue a todo vapor, principalmente quando o assunto é geração energética e os desafios de conciliar desenvolvimento econômico e redução dos impactos ambientais.
É diante desse contexto que a cogeração tem ganhado cada vez mais espaço no País. Representando cerca de 10,1% da matriz elétrica nacional, graças a uma operação de mais de 22 GW de capacidade instalada. A alternativa destaca-se por produzir eletricidade e energia térmica de maneira simultânea, garantindo, assim, melhor aproveitamento dos recursos energéticos e reduzindo desperdícios durante o ciclo produtivo. O modelo alcança níveis de eficiência superiores a 90%, muito acima dos 40% a 60% registrados em termelétricas convencionais, que tendem a perder parte considerável do calor durante o processo.
Outro diferencial está no perfil sustentável da fonte, sobretudo levando em conta a conjuntura nacional. Enquanto no restante do mundo a cogeração é baseada, em cerca de 85%, no uso de combustíveis fósseis, no Brasil esse percentual é invertido: aproximadamente 85% da cogeração nacional utiliza fontes renováveis, impulsionadas pelo setor sucroenergético e pela indústria de papel e celulose.
Duarte também avalia que o modelo destaca-se ao promover ganhos expressivos de eficiência, enquanto amplia operações estruturadas para incentivar a preservação do meio ambiente. “O Brasil possui uma posição privilegiada nesse cenário por contar com matriz predominantemente renovável, baseada no aproveitamento do bagaço da cana e os resíduos industriais. A cogeração representa a melhor alternativa capaz de garantir resiliência ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em momentos de estresse hídrico, principalmente diante da intermitência de fontes como a solar e a eólica”, explica o executivo.
Newton Duarte está disponível para discutir e aprofundar a análise técnica sobre o tema, esclarecendo o papel estratégico da cogeração na matriz energética do Brasil
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