Psicóloga aponta que estimular a mente, além das áreas tecnológicas ou artísticas, atinge diretamente a saúde mental e o bem-estar emocional
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Pensar fora da caixa, buscar novas soluções e cultivar o potencial criativo presente em todos os seres humanos fazem parte do processo de inovação. Para além das áreas tecnológicas ou artísticas, a criatividade está profundamente ligada à saúde mental e ao bem-estar emocional.
Estimular a mente com atividades criativas pode gerar uma série de benefícios para a vida pessoal e profissional, segundo a psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, Jaqueline Rocha. “A criatividade não é um dom exclusivo de artistas ou inventores. É uma habilidade que pode ser treinada e desenvolvida, e que impacta diretamente na forma como lidamos com os desafios do dia a dia, no trabalho e até nos relacionamentos”, afirma.
Entre as práticas recomendadas pela psicóloga para desenvolver o pensamento criativo estão a escrita livre, a pintura, a música, a leitura de temas diversos e até pequenas mudanças na rotina, como experimentar novos caminhos para ir ao trabalho ou aprender uma nova habilidade. “Esses estímulos ajudam o cérebro a sair do piloto automático, favorecendo conexões mentais mais criativas e soluções inovadoras para problemas antigos”, aponta.
A seguir, a especialista apesenta sete benefícios adquiridos com o que ela chama de “ato de autocuidado” por meio do trabalhar da mente. Confira:
Melhora da neuroplasticidade: estimular a criatividade ajuda o cérebro a criar novas conexões neurais. Isso fortalece a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar, aprender e se reorganizar ao longo da vida.
Aumento da capacidade de resolução de problemas: pessoas criativas tendem a pensar de forma mais flexível. Exercitar esse tipo de pensamento ajuda o cérebro a desenvolver soluções inovadoras e enxergar diferentes perspectivas.
Redução do estresse e da ansiedade: atividades criativas, como pintar, escrever, cozinhar ou tocar um instrumento, ativam áreas do cérebro associadas ao prazer e à atenção plena, o que diminui os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e promove sensação de bem-estar.
Melhora da memória e da atenção: exercícios criativos exigem foco, concentração e memória operacional. Com o tempo, isso contribui para o fortalecimento da memória de curto e longo prazo.
Estímulo à produção de dopamina: a criatividade está ligada à liberação de dopamina, neurotransmissor associado à motivação, prazer e aprendizado. Isso cria um ciclo positivo: quanto mais criamos, mais nos sentimos bem; e mais queremos criar.
Prevenção de doenças neurodegenerativas: manter o cérebro ativo com estímulos criativos ajuda a prevenir o declínio cognitivo relacionado à idade, como Alzheimer e outras demências. Atividades que exigem raciocínio, estratégia ou aprendizado contínuo são especialmente protetoras.
Desenvolvimento do autoconhecimento e da inteligência emocional: atos criativos, especialmente os que envolvem expressão pessoal (como escrita, dança ou arte), estimulam o contato com emoções, ajudando na regulação emocional e no autoconhecimento.
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Camila Crepaldi -































