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Da leitura do medidor à leitura do risco: leituristas da Energisa MT aprendem a interpretar cães

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Capacitação ensina leitura do comportamento animal e técnicas de prevenção para reduzir riscos sem causar maus-tratos

Ele é conhecido como o melhor amigo do homem. Mas, quando se sente ameaçado, pode reagir de forma agressiva e instintiva. Pensando na segurança dos leituristas que trabalham diariamente nas ruas, a Energisa Mato Grosso promoveu em Barra do Garças um treinamento com o instrutor Gustavo Ferraz, do Núcleo de Operações com Cão de Mato Grosso (NOC), da Polícia Penal de MT, para orientar os profissionais sobre como evitar e agir diante de possíveis ataques.

“É preciso ter cuidado, ser criterioso e atento para evitar um ataque. O treinamento ajuda o profissional a prever a reação do animal por meio da leitura corporal. E, caso ocorra uma investida, ele aprende a se defender sem praticar maus-tratos. Não podemos chutar nem ferir esses animais, que apenas defendem suas casas”, explica Gustavo Ferraz.

Em 2025, o setor de Segurança do Trabalho da Energisa Mato Grosso registrou oito ataques contra leituristas em todo o estado. De janeiro a abril deste ano, já foram seis ocorrências.

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“O objetivo é transformar o ‘medo de cachorro’ em ‘leitura técnica de risco’. O curso ensina a interpretar sinais como a posição das orelhas, do rabo e a postura do animal, que indicam estresse antes de um possível ataque. Para o leiturista, esse conhecimento funciona quase como um EPI”, destaca a coordenadora de Segurança e Saúde no Trabalho, Elisangela Castelhano.

Além da leitura corporal, os profissionais aprendem técnicas de defesa em situações de risco utilizando recursos do dia a dia, como os próprios EPIs. A proposta é ampliar a percepção de risco e orientar a postura adequada para evitar a maioria das ocorrências, sem necessidade de interação direta com o animal.

“Esse treinamento para lidar com animais soltos, e até mesmo com os que avançam pelas grades, é essencial para quem trabalha na rua”, afirma a auxiliar comercial Josilene Rodrigues Araújo da Silva, que participou do curso.

A comunidade também é aliada na prevenção desses acidentes, especialmente em imóveis onde há animais soltos com acesso à área do padrão de energia.

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“Os tutores podem ajudar mantendo os animais em local seguro, longe do padrão, na data da leitura informada na conta de energia. Mesmo quem tem o padrão do lado de fora do imóvel precisa redobrar a atenção. O ataque pode acontecer na calçada ou na rua, caso o portão não esteja trancado”, reforça Elisangela.

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