J.M.A.R., que acabou de completar um mês de vida, foi transferido na noite de domingo (5) de Barra do Garças para uma UTI neonatal em Primavera do Leste
Por Alexandre Guimarães Divulgação
Após ação da Defensoria Pública (DPMT), a Justiça determinou o bloqueio de R$ 290 mil nas contas do Estado para o custeio de uma UTI neonatal (R$ 261 mil) e do transporte via UTI aérea (R$ 29,8 mil) para J.M.A.R., que tem apenas um mês de vida, com quadro de pneumonia aguda, insuficiência respiratória e pneumotórax drenado.
Assim que a Justiça deferiu o pedido de bloqueio, no fim da tarde de domingo (5), durante o plantão, a defensora pública Lindalva de Fátima Ramos, com o apoio da assessora jurídica Marina Soares, entrou em contato com o Hospital São Lucas, de Primavera do Leste, para providenciar a UTI neonatal e, em seguida, contactou a empresa de UTI aérea para realizar o transporte.
O voo fretado partiu de Barra do Garças (516 km de Cuiabá) com a mãe e o bebê no mesmo dia (5), por volta das 22h30, com destino a Primavera do Leste, uma viagem de aproximadamente 40 minutos.
Ao chegar na cidade, ele deu entrada no Hospital e Maternidade São Lucas por volta da meia-noite, acompanhado por um médico e uma enfermeira, em estado grave, com uso de sedação, ventilação mecânica e dreno de tórax.
“A gratificação que sentimos quando conseguimos promover o direito à saúde é inquantificável”, afirmou a defensora.
De acordo com o relatório médico, J.M.A.R. foi submetido a exames, procedimentos e tratamentos iniciais, e seguiu para a UTI neonatal, dependente de medicações, oxigênio e equipamentos médicos, ainda sem previsão de alta.
“O transporte foi tranquilo. Só tenho a agradecer. Se o meu filho não tivesse conseguido a UTI, não sei o que teria acontecido com ele. Hoje, acredito que a Justiça vale a pena. Ele está reagindo bem, já está bem melhor do que chegou”, revelou a mãe, que acompanha o tratamento do filho no hospital.
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