SE PASSARAM PELO FILHO
Atualizada às 14:35 – A desembargadora Maria Helena Gargaglione Povoas, 67, sofreu um golpe via de WhatsApp no dia 6 de maio. Ela perdeu R$ 45 mil ao transferir dinheiro ao golpista que se passava pelo filho.
Conforme informações fornecidas pela própria desembargadora, seu filho saiu de casa com o dinheiro na conta para comprar um carro. Neste ínterim, um golpista clonou seu WhatsApp.
“O golpista mandou uma mensagem dizendo que devido ao problema no celular, ele precisava que eu passasse o dinheiro para a garagem onde ele estava comprando o carro e depois ele me passava o valor. Como eu estava em um dia bastante tumultuado, eu acabei caindo no golpe”, explicou a magistrada.
Em registro do boletim de ocorrências, o assessor da desembargadora relatou que pela manhã do dia 6 de maio, a magistrada recebeu uma mensagem via WhatsApp de um contato que se passava pelo seu filho. A mensagem pedia o valor de R$ 12 mil para realizar a compra de um carro.
O golpista solicitou que a vítima transferisse o dinheiro para o suposto “gerente da concessionária”. A desembargadora realizou a transferência acreditando que realizava um pedido do filho.
Ainda pela manhã, os criminosos entraram em contato com a vítima novamente e pediram o valor de R$ 9 mil, atendido por Maria Helena.
Já no período da tarde, a vítima foi contactada novamente para realizar um PIX no valor de R$ 2 mil. Totalizado R$ 23 mil apenas no dia 6 de maio.
Por volta das 10h do dia 7 de maio, o suspeito mandou uma foto de um suposto Transferência Eletrônica Disponível (TED) no valor de R$ 45 mil para vítima, dizendo que enviou o dinheiro para pagar os R$ 23 mil do dia anterior, e pediu os R$ 22 mil que faltava de volta.
“Eles sabiam de tudo, que ele ia em uma garagem comprar o carro e que ele tava com o dinheiro na conta. Eles me falaram que o gerente da garagem não aceitava TED, somente PIX, então eles me mandaram uma foto desse suposto TED para minha conta e pediram que eu enviasse um PIX no valor para cair na hora”.
“Como ele me mandou uma foto de um suposto recibo, e meu dia bastante sobrecarregado, eu acreditei que era verdade porque ele saiu de casa com o intuito de comprar o carro, contou”
Somente no dia 7 de maio, o filho da desembargadora ligou para ela, momento em que a mesma disse que não mandaria mais dinheiro. O filho, surpreso, disse que não havia pedido dinheiro para a mãe.
O prejuízo total sofrido pela magistrada foi de R$ 45 mil.
Presos
Na noite do dia 7 de maio, 3 pessoas foram presas em ação realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), sendo dois homens e uma mulher, atuavam no golpe do falso perfil de WhatsApp. Eles foram identificados como os responsáveis por receber em suas contas bancárias, os valores adquiridos por meio dos crimes.
Com base nas informações passadas pela vítima, os policiais da Derf Várzea Grande iniciaram as diligências conseguindo realizar a prisão em flagrante dos três suspeitos, responsáveis pelas contas bancárias que receberam os valores dos golpes.
ESTELIONATÁRIOS DO ZAP
Grupo que lesou desembargadora em R$ 45 mil usou foto de Fernando Baracat para dar golpe de R$ 20 mil em empresário
Da Redação – Luis Vinicius
Colunista social Fernando Baracat teve foto usada por golpistas
Os trabalhos investigativos apontam que o grupo criminoso é formado por no mínimo oito integrantes. De acordo com os policiais, os ‘espelionatários do zap’ estariam, desde o dia 3 de maio, aplicando golpes em diversas vítimas.
Fernando Baracat foi à unidade policial e denunciou que sua conta no WhatsApp foi clonada no dia 4 de maio. O colunista social explicou aos agentes que os golpistas tiveram acesso a seus contatos e informações, de modo que, enviaram mensagens para Waldisnei induzindo o homem a transferir R$ 20 mil para a conta de Lucas Wincler da Trindade Lima.
As informações constam dos autos de prisão em flagrante de Lucas. Ele, assim como Kálita Karine Souza Pereira e Jônathan Kenid Marques Aprigio foram presos.
Eles são suspeitos de integrarem uma associação criminosa constituída por no mínimo oito integrantes para aplicar golpes. Os investigados devem responder pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.


































