O dia 20 de janeiro é conhecido como o Dia Nacional do Farmacêutico, a data foi escolhida por ser o dia da fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), que ocorreu em 1916. A comemoração do Dia do Farmacêutico, de acordo com a Resolução nº 460, de 23 de março de 2007, do Conselho Federal de Farmácia, acontece desde 1942.
O profissional é reconhecido pelo seu papel multifacetado na atuação da saúde e bem-estar da população. Com atuação em mais de 70 áreas regulamentadas, incluindo farmácia hospitalar, manipulação de medicamentos, pesquisa e ensino, a profissão farmacêutica continua se expandindo, atendendo às demandas de uma sociedade em constante transformação.
Uma das áreas que ganha destaque é a fitoterapia, prática que utiliza compostos naturais de plantas no tratamento e prevenção de doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população global recorre a medicamentos de origem vegetal como parte de seus cuidados primários. No Brasil, o mercado de fitoterápicos cresceu 13,6% em 2022, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF), impulsionado pelo aumento da busca por alternativas naturais durante a pandemia de COVID-19.
De acordo com Nathania Santiago, doutora e professora do curso de Farmácia da Estácio, o uso de fitoterápicos exige atenção e conhecimento técnico. “Embora os fitoterápicos sejam considerados naturais, eles podem ter contraindicações e efeitos adversos. O papel do farmacêutico é essencial para garantir a segurança no uso desses produtos, orientando sobre dosagens e possíveis interações medicamentosas”, alerta a profissional.
Entre os exemplos mais comuns de fitoterapia estão os chás medicinais, amplamente consumidos no Brasil. Plantas como a camomila, o boldo e a erva-cidreira são conhecidas por seus efeitos calmantes, digestivos e anti-inflamatórios. “Os chás medicinais têm um papel valioso na promoção do bem-estar, mas é essencial saber como utilizá-los corretamente. Cada planta tem propriedades específicas que, quando usadas com conhecimento técnico, podem trazer grandes benefícios à saúde”, comenta.
No entanto, o consumo excessivo pode apresentar riscos para o organismo. “Muitas vezes, as pessoas associam a palavra ‘natural’ à ausência de riscos, mas isso não é verdade. Um chá de boldo, por exemplo, pode ser tóxico se consumido em excesso ou combinado com determinados medicamentos. Então o indicado é que a pessoa procure as propriedades ativas daquele chá”, indica a doutora.
Avanços na pesquisa e no acesso público
Além da fitoterapia, os farmacêuticos desempenham um papel central em terapias integrativas e complementares. Eles são responsáveis por pesquisar, formular e até mesmo criar alternativas personalizadas para pacientes que buscam tratamentos que combinem ciência e natureza.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acesso a medicamentos fitoterápicos por meio do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Esse programa reforça a necessidade de farmacêuticos qualificados para integrar essas opções ao cuidado em saúde de maneira segura e eficaz.
Para Nathania, a pluralidade da profissão farmacêutica reflete sua importância. “O farmacêutico não é apenas um dispensador de medicamentos; ele é um educador, pesquisador e um agente fundamental na promoção da saúde. Celebrar o Dia do Farmacêutico é reconhecer essa diversidade e a contribuição que esses profissionais trazem para a sociedade”, comenta.































