O Dia dos Pais terminou com um balanço positivo para boa parte do comércio varejista de Minas Gerais. Levantamento realizado pela área de Pesquisa & Inteligência da Fecomércio MG em todas as regiões do estado, mostra que 78,8% das empresas registraram vendas iguais ou melhores que as observadas na mesma data de 2025. O resultado revela um consumidor que manteve o hábito de presentear, mas também distribuiu suas escolhas entre produtos tradicionais e itens ligados às comemorações em família.
Entre as 189 empresas ouvidas pelo levantamento, realizado nos dias 10 e 11 de agosto, 44,4% afirmaram que as vendas foram iguais às do ano anterior, enquanto 34,4% registraram desempenho melhor. Para 21,2%, o resultado ficou abaixo do obtido em 2025. A pesquisa ouviu empresas de todas as regiões de planejamento de Minas Gerais.
Para a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, o resultado mostra que a data manteve relevância para o varejo, mesmo diante de um cenário em que o consumidor tende a avaliar com mais cuidado suas decisões de compra. “Os números mostram uma data comemorativa resiliente para o comércio mineiro. O fato de quase oito em cada dez empresas terem apresentado vendas iguais ou superiores às do ano passado indica que o Dia dos Pais continuou gerando movimento e oportunidades para diferentes segmentos”, avalia Gabriela Martins.
Entre as empresas que venderam mais neste ano, o crescimento foi, em boa parte dos casos, moderado. 43% delas relataram aumento entre 5,01% e 15% nas vendas em relação a 2025. A faixa de crescimento entre 5,01% e 10% concentraram 34,4% das empresas que tiveram desempenho superior.
O comportamento também ajuda a explicar por que o resultado geral foi de estabilidade para uma parcela expressiva do comércio. Em vez de uma concentração em grandes volumes de crescimento, a data apresentou uma combinação de manutenção das vendas e avanços pontuais. “É um desempenho que merece ser analisado pela sua composição. Não se trata apenas de crescimento, mas de manutenção do consumo em uma data importante para o calendário varejista. Para o empresário, isso reforça a importância de trabalhar mix de produtos, preço e estratégias de venda adequadas ao perfil do consumidor”, explica a economista.
Entre as empresas que registraram vendas inferiores às do ano passado, 42,5% apontaram queda entre 15,01% e 30%. O dado indica que, embora a maioria tenha conseguido preservar ou melhorar o desempenho, parte do mercado encontrou maior dificuldade para converter o movimento da data em vendas.
O levantamento também mostra que o Dia dos Pais não se resume à compra de presentes. Roupas foram os produtos que mais contribuíram para as vendas, citadas por 20,1% das empresas, seguidas por carnes (11,1%), bebidas (9,5%), bijuterias e acessórios (7,9%) e artigos de cama, mesa e banho (5,8%).
Considerando os grupos de produtos, os itens classificados como presentes representaram 61,4% dos destaques registrados pelas empresas. Dentro desse grupo, roupas responderam por 32,8%, bijuterias e acessórios por 12,9% e cama, mesa e banho por 9,5%.
Já no segmento de alimentação, o perfil da data aparece de outra forma. Entre as empresas desse setor, carnes foram destaque para 41,2% e bebidas para 35,3%, reforçando a força das confraternizações e dos almoços em família como parte do consumo associado ao Dia dos Pais. “Os dados mostram que o Dia dos Pais movimenta uma cadeia ampla. O consumidor pode comprar um presente, mas também adquirir produtos para preparar uma refeição ou celebrar a data. Essa característica amplia as oportunidades para o comércio e para os serviços associados ao consumo familiar”, destaca Gabriela.
O desempenho também foi positivo quando os empresários avaliaram o resultado em relação às próprias expectativas. 67,2% das empresas afirmaram que as vendas atenderam ao que esperavam para a data, enquanto 32,3% disseram que o resultado ficou abaixo das expectativas.
O indicador sugere que, para a maioria dos negócios pesquisados, o Dia dos Pais conseguiu entregar um resultado compatível com o planejamento realizado para a data.
E o movimento pode não ter terminado completamente. Embora 64% das empresas tenham avaliado que não haveria mais procura por presentes nos dias seguintes, 35,4% ainda esperavam consumidores em busca de produtos para presentear os pais.
Para Gabriela Martins, esse comportamento mostra que a janela de consumo pode se estender para além do domingo comemorativo. “A compra de última hora ainda representa uma oportunidade para o varejo. A expectativa de procura posterior indicada por mais de um terço das empresas mostra que parte dos consumidores não encerra necessariamente suas compras no dia da comemoração”, observa.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.



































