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Os danos ao nervo óptico podem ser causados por diferentes condições de saúde; estrutura transmite os sinais visuais da retina ao cérebro para formação das imagens
Você já parou para pensar em como enxergamos o mundo ao nosso redor? O processo da visão é complexo e depende de um trabalho conjunto entre os olhos e o cérebro. No centro desse sistema está o nervo óptico, estrutura que funciona como um cabo de transmissão: é ele quem leva a mensagem captada pela retina para que o cérebro possa interpretá-la. Se esse cabo sofre alguma lesão, a imagem não chega ao destino corretamente.
Dra. Clarissa Pereira, oftalmologista do H.Olhos, explica que “o nervo óptico tem início na retina — camada localizada no fundo do olho — e se estende até o cérebro. Para entender a sua função, vale pensar no olho como uma antiga máquina fotográfica: a retina atua como o filme e o cérebro é o responsável por revelar essa foto”.
A médica diz que as neuropatias ópticas, causas de comprometimento do nervo óptico, são variadas e mudam conforme a idade do paciente:
- Em jovens: São mais frequentes os quadros inflamatórios (conhecidos como neurites ópticas) e infecciosos (neurorretinites).
- Acima dos 50 anos: A causa mais prevalente de neuropatia óptica adquirida é a Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior (NOIA), além do próprio glaucoma, que também é um tipo de lesão progressiva no nervo óptico.
Embora a maioria dos quadros tenha causas inflamatórias, isquêmicas ou glaucomatosas, existem condições de origem genética. De acordo com a oftalmologista, “a mais conhecida é a Neuropatia Óptica Hereditária de Leber (LHON), uma doença rara provocada por uma mutação no DNA (geralmente no DNA mitocondrial), que altera o funcionamento celular, levando à degeneração e atrofia do nervo óptico”.
Dra. Clarissa Pereira cita as principais características da doença ocular:
- Público mais afetado: Acomete com mais frequência homens jovens, entre os 10 e 30 anos (2ª e 3ª décadas de vida).
- Sintomas específicos: Diferente das neurites ópticas, a LHON provoca uma perda visual indolor e subaguda. O quadro costuma afetar inicialmente um olho com perda importante do centro da visão e, após algumas semanas ou meses, atinge o outro olho da mesma forma.
- Diagnóstico: Como não há inflamação nem dor ocular, o diagnóstico exige atenção para não ser confundido com outros quadros no início.
Sinais de alerta: quando procurar um médico?
A lesão no nervo óptico pode causar perda de visão irreversível, a depender da causa, da intensidade do dano e do tempo levado para iniciar o tratamento. Ao notar qualquer alteração na visão, a busca por atendimento médico deve ser imediata.
A recomendação da médica do H.Olhos é ficar atento aos seguintes sintomas:
- Baixa visão ou surgimento de manchas no campo visual;
- Dor ocular (especialmente ao movimentar os olhos);
- Apagamentos temporários ou transitórios da visão;
- Dificuldade para enxergar e distinguir cores.
Assim como em grande parte do organismo, a saúde dos olhos se beneficia diretamente de hábitos de vida saudáveis. A prática regular de exercícios físicos, a alimentação equilibrada e a redução ou evitação do consumo de álcool e tabaco ajudam a proteger a visão contra condições como o glaucoma.
Além disso, manter consultas de rotina e avaliações regulares com um médico oftalmologista de confiança é o passo mais seguro para detectar e tratar qualquer alteração visual precocemente.


































