Instituição atua de maneira técnica para que os assistidos possam ser atendidos nas demandas mais urgentes
Por Paulo Henrique Fanaia DPEMT
Neste 5 de agosto, o Brasil celebra o nascimento de Oswaldo Cruz — médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista que marcou a história da saúde pública no país. E, quando o tema é a garantia do direito à saúde, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) tem desempenhado um papel fundamental: apenas nos seis primeiros meses de 2025 (de 1º de janeiro a 30 de julho), a instituição deu início a 3.393 ações judiciais relacionadas à área.
De acordo com o defensor público e membro do Grupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos da Saúde (Gaedic Saúde) da DPEMT, João Vicente Nunes Leal Maia, grande parte dessas ações são relativas a pedidos de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), fornecimento de medicamentos de alto custo e custeamento de home care (serviço de saúde que leva cuidados médicos e de enfermagem diretamente para a casa do paciente, evitando a necessidade de internação hospitalar).
“Temos que entender que o perfil do assistido que procura Defensoria Pública para buscar atendimento na área de saúde. No interior de Mato Grosso não é igual ao da capital, muito embora exista um gargalo no serviço público de saúde estadual. Eu tenho estudado o Sistema Único de Saúde (SUS) e, comparado com outros sistemas de saúde do mundo, o nosso, no papel, é fantástico. Acontece que a demanda aumenta cada vez mais, porque a faixa de pessoas em situação de vulnerabilidade também aumenta. Uma pessoa que até um ano atrás podia pagar um plano de saúde, hoje ele não pode pagar esse plano, portanto, essa demanda cresce de maneira exponencial”, afirma o defensor.





























