MERCADO DA BELEZA – 3
A cabeleireira Karla Letil e a harmonizadora facial Elisa Laca estão entre os 21 mil que tiveram sucesso no setor
A cabeleireira Karla Letil e a harmonizadora facial Elisa Lacal não se conhecem, embora tenham muito em comum.
Ambas têm 39 anos, nasceram e vivem na mesma cidade, Cuiabá, são mães e empreendedoras no mesmo setor – o da beleza.
As duas integram uma área do empreendedorismo que, conforme pesquisa do Sebrae-MT, cresceu 16% nos últimos quatro anos (de 2019 a 2023) em Mato Grosso.
No Brasil, os negócios do mercado da beleza registraram um salto de 21%, chegando a 1 milhão de pequenos negócios formais.
Aqui, apontam os dados divulgados pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso, são 21 mil micro e pequenos empreendedores nesse segmento.
Desse total, 82% são MEIs (empreendedores individuais) e 18% microempresas (ME).
Os dados revelam, ainda, que 73% são donos de negócios considerados estabelecidos, ou seja, que têm três anos ou mais tempo de atuação no mercado.
Apesar de o empreendedor individual poder ter até um empregado (lei 123/2006), 39% dos que foram ouvidos disseram que trabalham sozinhos.
Outra revelação que a pesquisa trouxe foi a de que a paixão pelo trabalho no ramo da beleza motivou 48% a empreender.
Outros 44% começaram por necessidade de ter outra renda, enquanto 41%, para realizarem um sonho.
O gestor de Varejo do Sebrae/MT, Leandro Gonçalves, destaca que o aumento dos negócios neste mercado evidencia a importância de os empreendedores se atentarem às novas tendências.
Mantêm-se atentos às inovações, posicionamentos e estratégias não apenas para se firmar nesse mercado, mas se destacam em meio a tanta concorrência.
O que Leandro Gonçalves sugere já parece ser uma preocupação entre aqueles que empreendem nessa área.
A maioria dos entrevistados, 69%, responderam que procuram por novas tendências e técnicas, e 65% investem em capacitação e atualização.
Mas, somente 36% disseram que monitoram o mercado e a concorrência, e 27% focam em proporcionar boas experiências para fidelizar os clientes.
Karla e Elisa estão entre os MEIs cuiabanos que buscaram no Sebrae-MT o suporte para formalizar seus empreendimentos, se capacitar, obter assessoramento gerencial, entre outros serviços.
A cabeleireira Karla Letil diz que um dos primeiros benefícios que obteve, ao se tornar uma MEI formal, com inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), foi a licença maternidade.
Contribuindo com a Previdência Social, após o nascimento dos dois filhos, ela continuou sendo remunerada no período em que esteve afastada do salão.
Karla cita, ainda, o acesso à linha de crédito.
Elisa diz que está sempre se atualizando e conhecendo as tecnologias e tendências do mercado, com suporte do Sebrae-MT.
“Recentemente, fiz o Empretec”, disse, numa referência ao principal programa de formação de empreendedores da instituição, uma espécie de seminário intensivo criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e aplicado em 40 países.
No Brasil, o Empretec é um serviço exclusivo do Sebrae.
PESQUISA – Realizado entre os dias 24 de janeiro e 16 de fevereiro deste ano, a pesquisa entrevistou, via telefone, 427 empresários do setor e 447 usuários de serviços de beleza.
De acordo com o Sebrae-MT, esse levantamento teve como foco a identificação de oportunidades de inovação e negócios e a compreensão do perfil dos empreendedores e consumidores para apoiar o crescimento e a tomada de decisões no setor.


































