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Empresas planejam segurar reajustes de salário para cargos executivos em 2026, aponta Michael Page

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  • 45% não planejam dar aumentos além do dissídio.
  • Só 20% das companhias declaram que programam aumentos além dos previstos em lei.
  • Das que pretendem conceder aumento além do previsto em lei, 45% vão aplicar reajustes adicionais dentre 3% e 5%. Apenas 1% planeja aplicar reajuste de 20%.
  • 36% ainda não definiram a política de reajustes para o próximo ano

São Paulo, 13 de janeiro de 2026 – Este ano será marcado por cautela das empresas na hora de conceder reajustes de salário para cargos executivos. Segundo dados do Guia Salarial 2026 da Michael Page, uma das principais consultorias de recrutamento do mundo, 45% das companhias no país declararam que não planejam conceder aumentos além daqueles previstos em lei ou convenções coletivas, patamar maior que os 30% verificados na pesquisa de 2025.

De acordo com o levantamento, apenas 20% das empresas consultadas afirmam que concederão aumentos reais, além do estipulado nos dissídios. Na pesquisa anterior, o contingente era de 38%.

Planeja aumentar salários dos colaboradores (além do dissídio) em 2026?

No grupo que planeja aplicar reajustes além do dissídio, a maior parte das empresas (45%) pretende conceder aumentos adicionais entre 3% e 5% e 30% irão aplicar reajustes entre 6% e 10%. Apenas 1% da amostra deste estrato concederá aumentos de mais de 20%.

Aumentos planejados por 20% das empresas que concederão reajustes além do dissídio

 

A pesquisa ouviu 7.147 profissionais de 998 empresas de todo o Brasil. 56% dos entrevistados atuam em organizações de grande porte, 18% integram empresas médias e 26% trabalham em pequenas empresas. 63% dos profissionais consultados ocupam cargos em companhias nacionais e 37% estão alocados em multinacionais.

“Teremos um cenário mais restritivo em razão da combinação de incertezas na economia e necessidade de preservação de caixa por parte das empresas. As companhias estão focadas em sustentabilidade financeira, o que impacta diretamente os aumentos salariais”, avalia Ricardo Basaglia, CEO da Michael Page no Brasil.

“O aperto nos reajustes acontece em momento em que a satisfação com a remuneração recebida está em baixa. O Guia Salarial da Michael Page 2026 apurou que apenas 5% da amostra afirma estar muito satisfeita com a remuneração que recebe e 39% declaram insatisfação com o atual patamar salarial”, lembra Basaglia.

“Estamos atravessando um momento desafiador e as empresas precisam rever suas estratégias de remuneração e benefícios para garantir atração e retenção de talentos, questão central para a competitividade”.

Segundo o levantamento, a parcela das empresas que não definiram ainda sua política de reajustes para 2026 somam 36% da amostra. “Há muita indefinição e as companhias estão em compasso e espera”, avalia Basaglia.

O cenário mais restritivo de 2026, repete a tendência verificada ao longo dos últimos meses. Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados reportam que não receberam aumento salarial nos últimos 12 meses. A contenção já está causando estresse, e apenas 5% da amostra afirma estar muito satisfeita com a remuneração que recebe, enquanto 45% se dizem satisfeitos e 39% declaram insatisfação com o atual patamar salarial.

Sobre a Michael Page
A Michael Page, marca que integra o PageGroup, é a escolha ideal para empresas em busca de contratação de executivos de alta e média gerência. Com uma expertise sólida nesse segmento, a empresa oferece soluções abrangentes e personalizadas para atender às necessidades específicas de cada cliente. Por meio de uma abordagem consultiva e especializada, a Michael Page identifica os profissionais mais qualificados e compatíveis com as demandas das posições de liderança. Com um amplo networking e uma equipe de consultores experientes, a empresa está preparada para auxiliar nas contratações estratégicas que impulsionarão o crescimento e sucesso das organizações.

Com uma gama soluções para Recursos Humanos, o PageGroup é um grupo inglês listado na bolsa de valores de Londres e está presente em 37 países. Atualmente, seus mais de 9 mil profissionais atuam em diferentes culturas e mercados, o que contribui para seu conhecimento em 3 esferas: global, regional e local. Os consultores, distribuídos por todo o país em nossos cinco escritórios (São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Curitiba e Recife), já foram responsáveis pela contratação de mais de 40 mil profissionais no Brasil desde 2001.

Informações à imprensa:

ConteúdoInk Comunicação
[email protected]
Claudio Sá

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