CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

Escolas investem em ‘counselors’ e feiras universitárias para encaminhar alunos para o ensino superior no exterior

publicidade

Com processos de admissão cada vez mais exigentes lá fora, escolas bilíngues oferecem conselheiros de carreira e orientação para apoiar jovens na escolha da graduação

São Paulo, 04 de setembro de 2025 – O fim do Ensino Médio marca um dos momentos mais desafiadores da vida dos jovens: decidir qual carreira seguir e em qual instituição ingressar. Para aqueles que sonham em estudar fora do Brasil, o processo pode ser ainda mais complexo, já que o ingresso em universidades internacionais exige muito mais do que boas notas. Cartas de recomendação, ensaios pessoais, testes padronizados como SAT e ACT – similares ao Enem brasileiro -, exames de proficiência em idiomas, entrevistas e atividades extracurriculares são alguns dos critérios avaliados em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.

Diante desse cenário, escolas bilíngues têm investido em programas estruturados de orientação acadêmica e profissional. A figura do counselor — profissional dedicado a acompanhar de perto as dúvidas, expectativas e escolhas dos estudantes — vem ganhando destaque. Esse suporte personalizado permite que os jovens alinhem interesses pessoais, aptidões e objetivos de vida às exigências do mercado educacional global.

Conselheiros de carreiras
“Nosso papel é estimular o autoconhecimento e oferecer informações claras sobre as áreas profissionais, ajudando os alunos a se sentirem mais preparados para decidir sobre a carreira. Plantões de dúvidas, orientação educacional e acompanhamento pedagógico garantem o suporte necessário para uma escolha assertiva e consciente”, conta Ana Cláudia Gomes, counselor do Brazilian International School – BIS (São Paulo/SP).
No BIS, a preparação para a escolha da carreira começa cedo, com atividades que simulam profissões ainda na infância e avançam, no Ensino Fundamental e Médio, para palestras com profissionais do mercado e acompanhamento próximo de professores e counselors. A escola também oferece plantões de dúvidas, orientação educacional e suporte pedagógico contínuo, criando um ambiente seguro para que os jovens explorem suas opções com clareza.
Esse trabalho personalizado tem garantido resultados concretos, com alunos aprovados em universidades brasileiras e internacionais de destaque, reforçando a importância do autoconhecimento e da informação no processo de decisão acadêmica. Entre 2021 e 2024, 72 alunos concluíram o Ensino Médio no BIS – destes, 45 seguiram seus estudos em universidades brasileiras, em cursos tradicionais como Administração, Direito, Medicina, Engenharias e Arquitetura, entre outros; enquanto 14 optaram pelo ensino superior no exterior, em cursos como Relações Internacionais, Economia, International Business, Psicologia e Filmmaking.
Na Escola Bilíngue Aubrick (São Paulo/SP), a preparação dos alunos combina excelência acadêmica e suporte socioemocional, garantindo que cada jovem se sinta confiante para definir seus caminhos de graduação e carreira. Além de preparar os estudantes tanto para vestibulares nacionais quanto para certificações internacionais como IGCSEs e A Levels, a escola promove reuniões regulares com alunos e famílias, incentivando o diálogo aberto sobre expectativas e possibilidades.
Esse acompanhamento é reforçado por um programa socioemocional estruturado, que trabalha questões como ansiedade, autoconfiança e resiliência, ajudando os estudantes a enfrentarem com equilíbrio e segurança o processo de decisão — seja no Brasil ou no exterior. A primeira turma do Ensino Médio da Aubrick, que está prestes a se formar no final deste ano, já coleciona conquistas: 10 estudantes foram aprovados em diversas universidades brasileiras e internacionais, entre eles três alunos bolsistas integrais do programa Growing Together da escola, que também vão estudar no exterior com bolsas de estudos.
“Realizamos reuniões regulares com alunos e famílias, criando um ambiente de diálogo aberto, onde expectativas, dúvidas e possíveis caminhos são discutidos com clareza. Esse acompanhamento próximo é aliado a um sólido programa socioemocional, que trabalha questões como ansiedade, autoconfiança e resiliência, preparando os jovens para enfrentar os desafios desse momento com tranquilidade”, afirma o conselour da Aubrick, Samuel Ferreira Gama Junior.
Na Escola Internacional de Alphaville (Barueri/SP), a preparação para o ensino superior envolve programas que fomentam a ciência do bem-estar, convivência ética e qualidade de vida; além de simulados nacionais e internacionais. As atividades têm como objetivo capacitar os alunos com as habilidades e a confiança necessárias para perseguir suas aspirações.
A escola também oferece palestras, podcasts e conteúdo online para apoiar estudantes e famílias na exploração de uma ampla gama de possibilidades pós-escolares; orientando-os de forma personalizada com mentoria, estágios, workshops, feiras universitárias e parcerias com universidades. “Nosso objetivo é garantir que cada estudante tenha as ferramentas, o apoio e a confiança para traçar seu próprio caminho, seja ele nacional ou internacional”, afirma Marilda Bardal, coordenadora de relações institucionais da EIA.
Todo o investimento concretiza-se em resultados: a escola teve índice de 95,34% de aprovação dos alunos concluintes do Ensino Médio de 2024 em universidades de prestígio no Brasil e no exterior. Dentre os aprovados, 60% dos jovens optaram por instituições de ensino superior no Brasil, enquanto 35,34% escolheram seguir seus estudos em universidades internacionais, distribuídas entre países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha, Itália, Austrália e Holanda. Um dado curioso chama a atenção: em torno de 10% dos alunos realizaram simultaneamente o processo de vestibular nacional e a aplicação para universidades estrangeiras.
“Esse perfil reforça a versatilidade da formação oferecida pela escola, que prepara os estudantes para diferentes sistemas de ingresso, tanto no ENEM e nos principais vestibulares brasileiros; quanto no rigoroso processo de aplicação internacional, que inclui cartas de motivação, exames padronizados e entrevistas”, acrescenta Marilda.
Feiras universitárias
As feiras universitárias reforçam esse processo de orientação ao proporcionar contato direto dos estudantes com instituições de ensino superior do Brasil e do exterior. Os eventos reúnem representantes de universidades nacionais e internacionais para orientar sobre opções acadêmicas futuras, workshops e palestras sobre profissões do futuro.
O objetivo das iniciativas é apoiar famílias e alunos do último ano do Ensino Fundamental e dos anos do Ensino Médio na jornada acadêmica, capacitando-os para prosseguir os estudos internacionais com sucesso.
O “Future Pathways Festival” acontece em 9 de setembro em São Paulo, com participação da Aubrick e do BIS, reunindo 44 universidades participantes, entre elas instituições de renome internacionais como Hult International Business School (Emirados Árabes Unidos), New York Film Academy (EUA), Istituto Marangoni (Itália) e IED – Istituto Europeo di Design (Espanha), além de brasileiras de referência como FGV, Insper e ESPM.

Leia Também:  Mulheres celebram oportunidades na área da mineração

Evento “Future Pathways Festival” de 2024. Foto: Divulgação Brazilian International School – BIS.

Já a Escola Internacional de Alphaville recebe o “Future Pathways Festival” em 10 de setembro, reunindo empreendedores, palestrantes convidados e parceiros da escola. O evento será um convite ao diálogo, escuta ativa, troca de experiências e fortalecimento de escolhas com propósito; um ambiente seguro onde alunos e suas famílias possam encontrar respostas para dar um passo rumo ao futuro, com mais confiança e clareza. Estão confirmadas 46 universidades, incluindo as internacionais Arizona State University, University of Oregon e Loyola Marymount University (EUA), California University of Queensland (Austrália), University of the West of Scotland (Reino Unido) e Les Roches/Glion (Suíça/França); e as brasileiras FGV, Insper, Inteli, Ibmec, FIA Business School, Link School of Business, Faculdade São Leopoldo Mandic e Instituto Mauá de Tecnologia.
Como ser aprovado no exterior?
Países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra consideram não só o desempenho acadêmico, mas também atividades extracurriculares, cartas de recomendação, redações pessoais (essays) e, em alguns casos, entrevistas. Cada instituição pode ter suas particularidades, como exigências específicas de documentos ou etapas adicionais.
Além de testes padronizados, como o SAT, ACT, exames escolares como os International AS&A-levels (Cambridge International), o AP, e até o Enem (aceito como processo seletivo em Portugal), muitos desses processos incluem exames de proficiência no idioma, como o TOEFL, IELTS ou IGCSE English, que comprovam a fluência necessária para acompanhar as aulas. É essencial que o aluno também conheça a cultura da universidade para se preparar adequadamente para entrevistas, que podem ser decisivas.
Atividades extracurriculares são fortemente valorizadas, especialmente nos Estados Unidos, demonstrando habilidades de liderança e engajamento do candidato fora da sala de aula. Já em países como o Canadá e a Inglaterra, o foco está mais nas notas e cartas de recomendação, sendo crucial entender a ênfase de cada etapa no país e na instituição escolhida.
Dicas de preparação e escolha da carreira
Definir qual carreira seguir é um marco na trajetória de um jovem, mas não precisa ser um momento de angústia. Com planejamento, autoconhecimento e acesso às informações corretas, o processo pode ser transformado em uma oportunidade de autodescoberta e construção de sonhos.
Segundo os conselheiros, algumas dicas podem ser valiosas nesse momento.
1. Olhar para dentro: refletir sobre si mesmo e quais disciplinas o estudante mais gosta na escola é um bom exercício para começar a escolha. Pensar no que gosta de fazer nas horas livres e nos momentos em que se sentiu realizado são pistas importantes que dizem muito sobre a essência do indivíduo.
2. Explorar possibilidades: é recomendável não decidir antes de conhecer as opções, pesquisando os cursos de interesse, assistindo palestras e participando de feiras de profissões. Uma conversa com alguém que já está na área (primo, amigo ou professor que parece adorar o que faz) também pode abrir a mente do estudante para oportunidades que não havia imaginado antes.
3. Projetar o futuro: realizar o exercício de fechar os olhos e se imaginar daqui a 10 anos, balancear estabilidade financeira ou trabalhar por amor, são perguntas que ajudam a alinhar escolhas e sonhos.
4. Aproveite o agora: muitas vezes, escolher um curso parece uma decisão definitiva, mas não precisa ser! O momento pode ser encarado como o início de uma jornada de aprendizado e crescimento – o estudante pode mudar de ideia no caminho. O importante é começar de algum lugar e estar aberto às possibilidades.
5. Pesquisar sobre as faculdades: a escolha da instituição faz toda a diferença. Visitar o campus, conhecer os professores, estrutura, grade curricular e atividades extracurriculares, como intercâmbios, estágios e projetos, pode transformar a experiência acadêmica.
6. Usar testes vocacionais: testes vocacionais podem ajudar o estudante a enxergar novas possibilidades, servindo como um mapa para explorar caminhos. Combinar os resultados dos testes com conversas com professores e orientadores na escola ou até mesmo com psicólogos especializados em carreira também ajuda bastante.
7. Sonhar com os pés no chão: que tipo de contribuição você quer fazer ao mundo? Ajudar pessoas, criar coisas novas, resolver problemas? Conectar a graduação com um propósito maior pode tornar a escolha ainda mais significativa, aliando propósito e projeto de vida.

Leia Também:  Premiado na Mostra São Paulo, 'Sinfonia da Sobrevivência', sobre as queimadas no Pantanal, terá exibição especial no Festival de Brasília

Contatos para a imprensa – FSB Comunicação
Daniela Nogueira

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade