De acordo com a especialista, justamente por causa do uso da internet, redes sociais e aplicativos para encontrar produtos e serviços, a barreira geográfica não existe mais. “Hoje, uma loja de móveis no mais remoto interior do país que tenha o mesmo nome de uma loja do mesmo segmento em uma grande capital acaba sendo seu concorrente, pois o nome “copiado” confunde os clientes que forem buscar por esta determinada marca online”, afirma.
Regina Mendes alerta ainda que trabalhar com um nome já registrado por outra empresa pode acarretar sérios prejuízos. “Imagine ter que trocar toda a identidade visual, fachada, uniformes, papelaria e ainda responder a um processo judicial. A criação e o registro corretos de uma marca são investimentos que evitam danos maiores no futuro”, ressalta.
Além do desafio de encontrar nomes inéditos, as empresas precisam ficar atentas à atualização das taxas de registro de marca pelo INPI, que deve ocorrer após mais de uma década sem reajustes. A mudança vem em um momento de alta na procura por registros, especialmente entre pequenos negócios.
De acordo com dados do próprio INPI, os pedidos de registro de marcas feitos por pequenos empreendedores cresceram 33% entre 2020 e 2024, passando de 23.422 para 31.222 solicitações. O aumento reflete não apenas a busca por segurança jurídica, mas também a valorização do patrimônio intangível das empresas.
Regina Mendes reforça que o custo do processo de naming e registro é muito inferior aos prejuízos decorrentes de uma eventual disputa de marca. “Hoje, mais do que nunca, é preciso pensar de forma estratégica e profissional desde o início. Ter um nome forte, exclusivo e registrado é um diferencial competitivo essencial”.
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