| DIA NACIONAL DA SAÚDE
Prevenção, hábitos saudáveis e atenção aos sinais físicos e emocionais são fundamentais para promover qualidade de vida
Instituído pela Lei nº 5.352, de 1967, o Dia Nacional da Saúde, celebrado nesta quinta-feira (5), é uma data voltada à conscientização da população sobre os aspectos que envolvem uma condição de vida saudável. A data homenageia o legado do sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz, reconhecendo sua contribuição para a saúde pública no país. Especialistas do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à HU Brasil, destacam que o conceito de saúde é amplo e vai além da ausência de doenças. Marla Suelen Botelho Carneiro, médica de família e comunidade da instituição, reforça que saúde envolve corpo, mente, relações, condições de vida e trabalho. “Na prática da medicina de família e comunidade, isso significa que eu não trato apenas um exame alterado ou um sintoma isolado: eu cuido da pessoa como um todo, dentro do contexto em que ela vive”, afirma. A médica ressalta que, dentro desse conceito ampliado, a prevenção tem papel fundamental. “Prevenir significa agir antes do surgimento da doença, reduzindo fatores de risco e adotando hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado, abandono do tabagismo e controle do estresse”, garante. O acompanhamento regular também é importante, pois muitas doenças crônicas podem permanecer sem sintomas por longos períodos. “Pressão alta, diabetes e colesterol elevado raramente doem. Quando a pessoa só procura atendimento ao sentir algo, muitas vezes já houve algum grau de dano. Por isso, o acompanhamento regular permite identificar esses riscos precocemente. É um cuidado construído na continuidade, não em consultas isoladas”, finaliza Marla Suelen. Saúde mental A profissional enfatiza que, entre todas as necessidades humanas, o sono é uma das que mais necessita de atenção especial. “Ele é o combustível para a restauração do cérebro e do corpo. Noites mal dormidas afetam a regulação emocional, a memória e a tomada de decisão, além de desequilibrar hormônios, podendo até desenvolver quadros graves de adoecimento mental”, alerta. Ela acrescenta que pequenas atitudes do cotidiano também favorecem a saúde mental. “Pausas atentas para respirar, prática de atividade física, limites entre trabalho e vida pessoal, cultivo de hobbies, momentos de conexão real (sem telas) e cuidado com o corpo, além de transformações mais profundas, como a busca pelo autoconhecimento”, elenca a psicóloga. Por fim, Kárita Monteiro orienta que alterações persistentes no comportamento podem indicar a necessidade de buscar ajuda profissional. “Se a pessoa nota alterações persistentes no sono ou no apetite, desinteresse por coisas de que gostava, irritabilidade constante, tristeza profunda que não passa ou sensação de não dar conta do cotidiano, pode ser hora de procurar ajuda especializada, mesmo que ainda seja um quadro leve”, conclui a psicóloga. Sobre a HU Brasil |






























