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Estamos protegendo demais os jovens? O papel do “desconforto seguro” no amadurecimento

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Desafios vividos durante o intercâmbio, como lidar com outro idioma, diferenças culturais e frustrações do cotidiano, ajudam jovens a desenvolver autonomia, resiliência e capacidade de adaptação em um mundo cada vez mais imprevisível

 

São Paulo, junho de 2026 – Em um momento em que especialistas alertam para o crescimento da ansiedade entre jovens em todo o mundo, educadores e profissionais de desenvolvimento humano têm se debruçado sobre um equilíbrio cada vez mais delicado: como oferecer suporte sem limitar a construção da autonomia?

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que os transtornos de ansiedade estão entre as condições mais comuns entre adolescentes e jovens adultos. Para especialistas, parte desse cenário está relacionada à dificuldade crescente de lidar com frustrações, mudanças e situações inesperadas, elementos naturais da vida adulta.

 

Dentro desse contexto, experiências que expõem jovens a desafios reais, mas em ambientes estruturados, vêm sendo apontadas como importantes para o desenvolvimento de competências socioemocionais, como autonomia, resiliência e capacidade de adaptação. Uma dessas vivências é o intercâmbio internacional.

 

Para Renata Bueno, Diretora Geral da Experimento Intercâmbio Cultural, marca do Grupo CVC Corp, esse processo pode ser entendido a partir do conceito de “desconforto seguro”. “Desconforto seguro é a combinação entre sair da zona de conforto e contar com uma estrutura que sustenta essa jornada. No intercâmbio, o desafio é inevitável: falar outro idioma todos os dias, lidar com diferenças culturais, enfrentar pequenas frustrações e resolver situações do cotidiano longe da família. É nesse espaço que o crescimento acontece”, afirma.

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Situações aparentemente simples acabam ganhando um novo significado nesse contexto. Entre os relatos mais comuns de estudantes estão as dificuldades de comunicação nas primeiras semanas, a adaptação a hábitos culturais diferentes e desafios cotidianos, como lidar com transporte, serviços ou convivência com famílias anfitriãs. Embora possam parecer pequenos no momento, esses episódios se tornam marcos importantes no processo de amadurecimento.

 

“A resiliência não nasce da ausência de problemas. Ela nasce da experiência de atravessar dificuldades e perceber que é capaz de lidar com elas”, reforça Renata. Segundo a executiva, mudanças emocionais costumam ser perceptíveis ao longo da vivência internacional. “Responsabilidade, autonomia, empatia e autoconfiança estão entre as transformações mais comuns observadas após um período de intercâmbio”, completa.

 

Para o psicoterapeuta e especialista em psicologia escolar Leo Fraiman, existe um tipo de proteção que, em vez de fortalecer, pode fragilizar. “Precisamos ensinar os jovens que a vida exigirá respostas que o conforto absoluto não é capaz de treinar. Superar situações desafiadoras é o que constrói repertório emocional e prepara para o futuro”, afirma.

 

Especialistas em educação internacional destacam que o que diferencia essas experiências de contratempos é justamente a assistência ao longo da jornada. “A principal diferença está na estrutura e no acompanhamento. Existe escola preparada, equipe local e suporte contínuo. Quando surge um desafio, o estudante é orientado e acolhido”, explica Renata.

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Segundo ela, até mesmo o chamado choque cultural pode ser um elemento positivo quando vivido em um ambiente estruturado. “Esse contato com o diferente amplia a visão de mundo, desafia referências e contribui para o desenvolvimento pessoal”, diz.

 

Em um cenário global cada vez mais dinâmico, universidades e empresas também passaram a valorizar competências socioemocionais. “Hoje, o mercado busca pessoas capazes de lidar com mudanças, trabalhar em equipes multiculturais e tomar decisões em cenários incertos. O intercâmbio desenvolve exatamente essas habilidades na prática”, afirma.

 

Para a especialista, preparar jovens para o futuro não significa eliminar desafios, mas ajudá-los a desenvolver confiança para enfrentá-los. “O desconforto certo, no momento certo, não enfraquece. Ele forma adultos mais preparados para a vida”, conclui.

 

Sobre a Experimento Intercâmbio Cultural

Com mais de 60 anos de atuação no Brasil, a Experimento Intercâmbio Cultural é referência em educação internacional e vivências formativas no exterior. Presente no país desde 1964, a empresa atua com foco no preparo, no acompanhamento e no cuidado integral do estudante ao longo de toda a vivência internacional. Marca do grupo CVC Corp desde 2016, a Experimento defende o intercâmbio como um processo educativo que vai além do aprendizado do idioma, contribuindo para o desenvolvimento cultural, emocional e humano dos participantes.

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