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ESTELIONATO DIGITAL; Mulher em Cuiabá, conhecida como “Peladona do R$ 100” é presa por suspeita de golpes com anúncios falsos na internet

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Suspeita de 25 anos foi presa em Cuiabá durante operação que apura esquema de clonagem de anúncios e golpes com pagamentos via Pix

Uma mulher de 25 anos foi presa em Cuiabá durante uma operação que investiga um esquema de fraudes em anúncios de venda de produtos publicados na internet. A ação faz parte da Operação Degelo, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio de equipes de Mato Grosso.

A suspeita é apontada como integrante de uma organização criminosa envolvida em golpes aplicados por meio da clonagem de anúncios de eletrodomésticos usados, principalmente geladeiras, em plataformas de compra e venda.

De acordo com a investigação, os criminosos copiavam anúncios reais já existentes e mantinham as informações dos produtos, mas alteravam os contatos dos supostos vendedores. Com isso, as vítimas acreditavam estar negociando com os verdadeiros proprietários dos itens anunciados.

Após fechar o negócio, os compradores faziam transferências via Pix para contas indicadas pelo grupo. No entanto, os produtos nunca eram entregues. Em alguns casos, ao tentar retirar a mercadoria, as vítimas descobriam que o anúncio havia sido manipulado e que o vendedor original não tinha recebido qualquer valor.

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A polícia estima ao menos 56 registros de ocorrências ligados ao esquema apenas no Distrito Federal, mas não descarta que o número de vítimas seja maior.

As investigações também indicam que os suspeitos direcionavam os golpes a pessoas em busca de produtos mais baratos, especialmente eletrodomésticos de segunda mão, o que ampliava o alcance da fraude entre consumidores de menor poder aquisitivo.

A prisão da investigada ocorreu após meses de apuração que permitiram identificar parte da estrutura do grupo. A operação contou com cooperação entre forças policiais do Distrito Federal e de Mato Grosso.

A mulher foi indiciada por estelionato qualificado e associação criminosa. As penas somadas podem chegar a 11 anos de prisão.

Além da investigação criminal, a suspeita também chamou atenção por exibir nas redes sociais imagens em que aparecia com grandes quantidades de dinheiro, incluindo fotos com maços de cédulas.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas do esquema.

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