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Expansão com menos risco: por que franquias estão evitando capex imobiliário

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Modelos flexíveis de ocupação e operação de escritórios ganham espaço entre redes franqueadas que buscam crescer com previsibilidade financeira e eficiência operacional

Expandir uma rede de franquias exige equilíbrio entre velocidade, padronização e controle de custos. Nos últimos anos, muitas franqueadoras passaram a rever o modelo tradicional de investimento imobiliário, marcado por altos aportes iniciais, obras demoradas e contratos rígidos. Em seu lugar, cresce a adoção de formatos que reduzem ou eliminam o capex imobiliário como parte da estratégia de expansão.

Esse movimento é impulsionado por um cenário de maior disciplina financeira e pela necessidade de escalar operações sem comprometer o caixa da rede ou dos franqueados. Ao evitar a imobilização de capital em ativos físicos, as franquias conseguem direcionar recursos para áreas mais estratégicas, como marketing, tecnologia, pessoas e crescimento comercial.

Nesse contexto, o modelo Built to Suit (BTS) vem ganhando espaço no franchising. Diferentemente do aluguel tradicional, o BTS permite que o espaço seja desenvolvido sob medida para as necessidades da operação, respeitando padrões de identidade visual, layout e funcionamento definidos pela franqueadora, ao mesmo tempo em que transfere a gestão do imóvel e da operação para um parceiro especializado.

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Para Nikolas Matarangas, CEO da Be In, a lógica por trás desse movimento é clara. “Franquias precisam de velocidade e previsibilidade. Quando o modelo elimina o capex imobiliário, a rede ganha fôlego para crescer com menos risco e mais controle. Além disso, o BTS garante que cada unidade reflita a cultura e o padrão da marca, independentemente da cidade onde esteja”, afirma.

Outro fator decisivo é a possibilidade de expansão regional. Com o apoio de um parceiro imobiliário e operacional, as franquias conseguem chegar a cidades médias e novos mercados sem enfrentar a complexidade de buscar imóveis, negociar contratos, gerir obras e administrar a operação diária do espaço. Essa estrutura facilita a padronização da experiência da marca, mesmo em contextos regionais distintos.

Além da redução de riscos financeiros, a gestão centralizada do espaço também se torna um diferencial competitivo. A operação contínua do escritório ou unidade, que envolve manutenção, limpeza, suporte e ajustes do dia a dia, deixa de ser uma preocupação para franqueados e franqueadoras, que podem concentrar esforços no crescimento do negócio.

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“O crescimento saudável de uma franquia não depende apenas de abrir novas unidades, mas de sustentar esse crescimento ao longo do tempo. Ter um parceiro que cuida do espaço e da operação permite que a rede foque no que realmente importa: performance, marca e pessoas”, finaliza Nikolas.

Em um mercado cada vez mais competitivo, reduzir o risco da expansão imobiliária deixou de ser uma escolha tática e passou a ser uma decisão estratégica para franquias que buscam escala com eficiência e consistência.

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