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Acordar com dor intensa na sola do pé, principalmente ao dar os primeiros passos do dia, pode ser mais do que um incômodo passageiro. Esse é um dos principais sinais da fascite plantar ou no popular, confundido com esporão calcâneo, uma inflamação que afeta a fáscia, tecido que liga o calcanhar aos dedos, e que tem se tornado cada vez mais comum, especialmente entre adultos ativos, idosos e pessoas com sobrepeso.
Realizado por um ortopedista, o diagnóstico é baseado no histórico do paciente e resultados de exames físicos, geralmente feito mediante avaliação clínica. Exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser solicitados para descartar outras condições, como síndromes compressivas ou osteoartrites.
Já o tratamento, costuma ser conservador, de acordo com o especialista, e inclui:
- Repouso e redução da atividade física de impacto
- Alongamentos da fáscia plantar e da panturrilha (cadeia posterior), em especial antes de levantar-se pela manhã;
- Uso de palmilhas ortopédicas ou calçados com bom amortecimento e pouco flexível;
- Aplicação de compressa morna na região dolorida;
- Fisioterapia com técnicas de liberação miofascial, fortalecimento muscular e principalmente alongamento;
- Medicamentos anti-inflamatórios em casos mais agudos;
- Terapia por ondas de choque.
Segundo o ortopedista e coordenador do curso de Medicina da Faculdade Anhanguera, Dr. Carlos Eduardo de Castro, a fascite plantar é uma das causas mais frequentes de dor no calcanhar. “A fáscia plantar funciona como uma espécie de amortecedor do retropé. Quando ela sofre mecanismos de encurtamento e é sobrecarregada por excesso de peso, marcha inadequada ou uso de calçados ruins, pode inflamar e causar dores persistentes, que pioram pela manhã ou após longos períodos em pé”, explica. O médico completa destacando a urgência no início do tratamento. “A grande maioria dos pacientes melhoram com medidas simples e sem necessidade de cirurgia. Mas, quanto antes iniciar o tratamento, menores são as chances da dor se tornar crônica”.
Principais causas da fascite plantar:
- Uso prolongado de calçados sem suporte adequado (como chinelos e sapatos baixos)
- Obesidade ou ganho de peso rápido
- Pé plano (chato) ou pé cavo (com arco muito alto)
- Corridas ou caminhadas excessivas em pisos duros
- Envelhecimento, que diminui a flexibilidade dos tecidos
- E principalmente ausência de alongamento da cadeia posterior.
Entre os sintomas, o médico salienta a sensação de pontada ou queimação na sola do pé, além da rigidez matinal que melhora com o passar das horas. “A dor tende a diminuir ao longo do dia, mas pode piorar após atividades físicas de impacto ou uso prolongado do retropé”, complementa o Dr. Eduardo de Castro.
Como prevenir?
- Evite andar descalço em pisos duros por longos períodos
- Escolha calçados com bom suporte para o arco do pé
- Mantenha o peso corporal adequado
- Alongue os pés e pernas diariamente, especialmente antes e após atividades físicas
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Camila Crepaldi





























